

A mesa diretora da Câmara de Vereadores de Feira de Santana colocou em pauta para votação um projeto de lei (PL) que pretende disponibilizar, de forma gratuita, a tirzepatida, substância utilizada para o tratamento da obesidade que ficou conhecida popularmente como Monjaro.
O projeto, que é de autoria do vereador Marcos Lima (União Brasil), presidente da Casa, autoriza o Executivo municipal a instituir diretrizes para disponibilizar e aplicar as famosas “canetas emagrecedoras” em unidades básicas de saúde (UBS) administradas pela prefeitura.

“Eu entendo que esse é um projeto importante. O Monjaro tem ajudado não só a reduzir bastante o peso das pessoas obesas, mas também tem melhorado a saúde das pessoas. Então, em alguns estados, já se está falando sobre isso no SUS, e eu gostaria que Feira de Santana saísse na frente”, disse o presidente.
O projeto de lei já tem parecer favorável da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Casa legislativa de Feira de Santana. Para a reportagem do Acorda Cidade, o presidente contou que a iniciativa surge em um tempo muito oportuno.
“A patente está sendo quebrada, e eu acredito que vai facilitar e vai ser muito mais barato para a distribuição no SUS. Sem contar também que isso vai diminuir bastante a clandestinidade, que hoje está crescendo bastante; isso vai inibir a venda das canetas emagrecedoras irregularmente”, disse.
“Hoje podemos comprar medicamento que quebrou a patente de R$ 3, e antes era R$ 100. Como foi quebrada a do Monjaro, com certeza vai reduzir em 90% o preço, vai ficar um valor bem acessível para o SUS e, com a distribuição desse medicamento, vamos reduzir outra comorbidade e diminuir a fila do SUS”, completou o presidente.
Lima explicou que o texto determina que as diretrizes para aquisição das canetas emagrecedoras, bem como os critérios para que os pacientes recebam os tratamentos, deverão ser estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
“Não cheguei a conversar com o secretário de saúde ainda, até ele me ligou e tomou como surpresa a apresentação desse projeto, mas o texto já está na Casa há algum tempo tramitando, e vamos ter uma conversa com o prefeito, pedindo a ele a possibilidade de realmente analisar, com muito carinho, a proposta de distribuir esse medicamento tão importante para quem tem comorbidade, para quem tem problema de obesidade”, finalizou.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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