


O secretário de Educação de Feira de Santana, Pablo Roberto (PSDB), afirmou que não abrirá mão da candidatura a deputado federal para beneficiar o empresário Zé Chico, atual presidente do União Brasil no município.
A declaração de Pablo foi feita durante uma entrevista ao radialista Dilton Coutinho, âncora do programa Acorda Cidade, na manhã desta quinta-feira (27). Segundo o chefe da pasta de Educação, ele não pretende recuar para o colega de grupo.
“Nós, que estamos na política, devemos colocar as coisas claras para a população de Feira. Eu não abro mão [da minha candidatura para Zé Chico], porque eu tenho elementos técnicos e estudos que me dão sustentação para fazer esse discurso de não recuar para nenhuma outra candidatura”, disse o secretário.
Fogo amigo?
Para os mais desavisados sobre a política feirense, Pablo, que também é vice-prefeito do município, e Zé Chico, líder do partido do prefeito José Ronaldo, fazem parte do mesmo grupo político. Grupo este que administra a cidade conhecida como ‘Princesa do Sertão’ há cerca de 20 anos.
Já para quem gosta de fazer conta, a possibilidade de os dois nomes do mesmo grupo saírem candidatos a deputado federal pode representar uma dificuldade extra para o próprio grupo, que é liderado por Ronaldo.

Apesar da declaração inicial, Pablo afirmou que, caso Zé Chico também decida não abrir mão da candidatura, ele espera que ao menos o debate seja feito em alto nível. A disputa promete ficar ainda mais interessante com a possibilidade de o prefeito apoiar os dois candidatos.
“Eu já votei em Zé Chico para deputado federal na eleição passada, quando eu me elegi deputado estadual. Acredito que, nos últimos 30 dias, talvez eu e ele tenhamos conversado aí umas oito vezes, no mínimo”, disse Pablo Roberto.
“Inclusive, a última conversa foi sobre civilidade na eleição, levando em consideração que os dois podem disputar a eleição para federal. Existe um compromisso de que será em alto nível e com respeito. Claro que a militância, às vezes, se excede, mas há um compromisso mútuo de se respeitar e de fazer um debate à altura da Feira”, completou.
De saída
Pablo aproveitou a oportunidade para reforçar que pretende obedecer à legislação eleitoral e sair do cargo de secretário de educação, como determina a regra de desincompatibilização. Segundo ele, a saída está programada para a primeira semana do mês de abril.
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