26 de March de 2026
Pablo Roberto
Foto: Reprodução
"Eu não quero criar dificuldade para ninguém, eu não quero criar confusão com ninguém", disse o pré-candidato ao cargo de deputado federal.
Pablo Roberto
Foto: Reprodução

O pré-candidato a deputado federal, Pablo Roberto (PSDB), rebateu o boato de que o próprio partido estaria insatisfeito com o desejo dele de concorrer às eleições deste ano. Segundo o atual secretário de Educação de Feira de Santana, que já está de saída do cargo, o clima interno é bem diferente do que está sendo divulgado.

“As lideranças do PSDB, tanto nacionais como estaduais, me estimulam a todo tempo a ser candidato. Porque quem é que não quer um candidato com potencial disputando vaga? O partido precisa de voto. Então, modéstia à parte, falando, eu tenho condição de participar dessa discussão”, disse.

“Claro, existem alguns candidatos que estão no partido que ficam medindo o voto do outro. Dizem: ‘Se Pablo entrar, eu perco a vaga. Se fulano entrar, Pablo perde a vaga’. Então, isso é absolutamente normal nesse momento, mas eu não tomo decisões na minha vida pautadas por esse tipo de discussão”, complementou Roberto.

As declarações do tucano foram feitas durante a edição desta quinta-feira (26) do programa Acorda Cidade. Para o radialista Dilton Coutinho, Pablo Roberto foi categórico ao afastar a possibilidade de sair do PSDB.

“Eu ficando no PSDB é porque eu tenho condições de eleição lá. [O senhor vai ficar no partido? perguntou o radialista]. Sim, eu quero ficar no PSDB. Eu posso mudar de partido a qualquer momento por ser vice-prefeito, mas quem não é tem a janela de 5 de abril para se desincompatibilizar”, disse Pablo.

Política é matemática

Apesar do desejo natural em ser candidato pela legenda, o vice-prefeito de Feira de Santana reconheceu que o sistema eleitoral obriga os postulantes aos cargos a fazer contas, e é justamente essa matemática política que pode dificultar algumas articulações.

“Agora temos que fazer conta. O meu partido já tem um deputado federal eleito, que, na minha avaliação, é quem reúne as melhores condições de reeleição lá. Então quem fica lá faz mais um, faz mais dois? Eu tenho que fazer conta. Tem alguém que está na minha frente e os outros estão fazendo conta também”, disse.

“Eu não quero criar dificuldade para ninguém, eu não quero criar confusão com ninguém, mas eu só posso disputar a eleição tendo condição de vitória. Caso contrário, não tem sentido você ficar no partido”, ponderou o pré-candidato.

E Colbert, gente?

Pablo Roberto também foi questionado sobre como ele avalia uma possível candidatura do ex-prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (DC), à vaga de deputado federal. O antigo gestor da cidade conhecida como ‘Princesa do Sertão’ já demonstrou interesse pela vaga.

“Colbert é um quadro importante da política, todo mundo sabe. Ele já foi deputado em várias oportunidades. É uma figura reconhecida nacionalmente, foi prefeito, tem experiência política e reúne todas as condições para disputar a eleição também”, disse.

“O que eu tenho tentado construir com o Colbert, que nós começamos a conversar lá atrás, foi dessa forma: ‘Pablo é candidato a federal, o Colbert disputa para a estadual. Pablo é candidato a estadual, [Colbert sai para federal]. isso lá atrás. Agora não; eu disputar a está completamente descartando essa possibilidade. Nós vamos conversar, certamente, ainda no dia de hoje, no mais tardar até amanhã, tomar uma decisão”, disse o secretário.

Pensar na viabilidade da candidatura de Colbert é importante porque, assim como Pablo, o ex-prefeito faz parte do chamado grupo, que é liderado pelo atual gestor de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil).

“O nosso grupo não pode tomar uma decisão de forma que não seja organizada. Quantos candidatos nós temos hoje? Nós temos dois que querem ser deputados federais, nós temos três? Nós vamos conseguir eleger os três? Tem que sentar e conversar sobre isso, para não ficar parecendo que você vai lançar de qualquer jeito, para acontecer o que aconteceu no passado, quando não se conseguiu eleger deputado”, disse.

“Feira precisa eleger, na minha avaliação, no mínimo, um deputado federal do nosso campo. Não dá para uma cidade com 450 mil eleitores, com a importância que tem um mandato de federal para trazer recursos para a Feira, com prefeito com grupo forte, um grupo que administra a cidade por mais de 20 anos, não fazer um candidato”, finalizou Pablo.

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