26 de March de 2026
Evento Síndrome do Amor orienta famílias sobre práticas e estimulos a crianças com Síndrome de Down
Evento "Síndrome do Amor" | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade
A ação é destinada a crianças nascidas e acompanhadas pelo Hospital da Mulher, seja na fisioterapia, cardiologia ou pediatria.
Evento Síndrome do Amor orienta famílias sobre práticas e estimulos a crianças com Síndrome de Down
Evento “Síndrome do Amor” | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

A Fundação Hospitalar de Feira de Santana promoveu, nesta quinta-feira (26), das 8h às 12h, no auditório do Hospital da Mulher, o evento “Síndrome do Amor”, voltado ao Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março.

A ação, organizada pelo setor de fisioterapia da unidade, tem como principal objetivo fortalecer a rede de apoio entre profissionais de saúde e familiares de crianças com a condição.

Além disso, o evento também busca orientar pais e cuidadores sobre práticas de estimulação que podem ser aplicadas no dia a dia, dentro de casa.

Em entrevista ao Acorda Cidade, André Neves, fisioterapeuta e coordenador de fisioterapia do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), explica que o evento visa trazer mães ao hospital para que possam se conhecer e aprender a estimular as crianças em casa com cuidados especiais.

André Neves
André Neves | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

A ação conta com uma oficina que instrumentaliza as mães por meio de atividades de estimulação e confecção de brinquedos, possibilitando a estimulação das crianças em suas próprias residências.

O evento é destinado especificamente a crianças nascidas e acompanhadas pelo Hospital da Mulher, seja na fisioterapia, na cardiologia ou na pediatria.

Evento Síndrome do Amor orienta famílias sobre práticas e estimulos a crianças com Síndrome de Down
Evento “Síndrome do Amor” | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Rosilene Santana, auxiliar de serviços gerais, é mãe de uma bebê com Síndrome de Down e explica que eventos como este ajudam na quebra do preconceito e no desenvolvimento da criança. A descoberta da síndrome ocorreu após a confirmação da gravidez de gêmeos (um casal), com placentas diferentes.

“A menina tem Síndrome de Down e o menino não. Foi um pouco difícil a gente receber essa notícia, porém, quando eu contei aos familiares, eles me ajudaram e disseram: ‘O importante é o amor que teremos por eles, e a gente está aqui para te ajudar’ ”, disse Rosilene.

Rosilene Santana
Rosilene Santana | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Segundo ela, a rede de apoio dos profissionais é crucial para estimular o desenvolvimento das crianças com o auxílio adequado, evitando erros que pais, sem orientação, podem cometer.

“A rede de apoio dos profissionais aqui é muito importante para nós. Às vezes, no dia a dia, não temos como ajudar o nosso filho estimulando o desenvolvimento. E trazendo aqui, ajuda bastante, porque eles têm a forma correta de fazer esse trabalho. Às vezes, fazendo em casa, sem ter uma orientação, principalmente dos profissionais, a gente pode cometer erros, achando que está ajudando, mas, ao mesmo tempo, estamos atrapalhando.”

Rosilene explica que a fisioterapia é a atividade mais constante, fundamental para a evolução da filha, que avança mais do que seria possível sem o acompanhamento.

Liliane Matos também é mãe de uma criança com Síndrome de Down. “Ele faz tudo normalmente, só a coordenação mesmo que é um pouquinho mais lenta”, disse.

Liliane Matos
Liliane Matos | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Para Liliane, as oficinas e atividades ajudam na coordenação das crianças, o que reforça ainda mais a importância do projeto na vida das famílias.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

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