27 de March de 2026
Operação Farsa Digital
Foto: Divulgação
Investigações apontam que esquema ilegal era operado a partir de residência na capital baiana por meio de plataforma online.
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O Ministério Público da Bahia deflagrou, nesta sexta-feira, dia 27, a ‘Operação Farsa Digital’, que decorre de investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Foi cumprido mandado de busca e apreensão contra um casal investigado por comercializar dados sensíveis e sigilosos obtidos por meio de invasões a sistemas eletrônicos.

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A ação ocorreu em Salvador, no bairro de Nova Brasília, e foi realizada pelo Gaeco do MPBA, com apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar. A operação se baseia em elementos reunidos no curso das investigações, que tiveram início no Gaeco do Ministério Público de São Paulo. O material apreendido, celulares, documentos e computadores, será periciado para aprofundamento das investigações.

Segundo as apurações, os investigados coletavam e expunham à venda informações protegidas, como logins de acesso, fotografias, reconhecimento facial, dados bancários, registros governamentais e dados policiais, de pessoas físicas e jurídicas, entre outros conteúdos sensíveis obtidos mediante invasões a sistemas informatizados. Alguns desses dados eram utilizados por terceiros para cometimento de outros crimes.

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As investigações apontaram que os operadores do esquema residiam em Salvador e figuravam como beneficiários dos pagamentos relacionados à venda dos dados e comercialização de documentos falsos produzidos a partir deles, como atestados de óbito.

O casal é investigado pela prática do crime de invasão de dispositivo informático qualificada, além de possíveis delitos de falsidade documental e estelionato, entre outros que seguem sob apuração.

Plataforma online bloqueada

As investigações identificaram o domínio online pelo qual se oferecia serviços de consulta em diversas bases de dados relativas a pessoas físicas e jurídicas, mediante fornecimento de logins exclusivos para ambientes restritos de acesso. A plataforma já foi bloqueada a pedido do Gaeco paulista.

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Foram identificadas também aproximadamente 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras vinculadas à plataforma, utilizada para a comercialização irregular de dados sensíveis. As investigações iniciais indicam que oferta de informações por R$ 15 mil, mas esses valores podem ser maiores.

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