27 de March de 2026
Frutas
Foto: Jefferson Araújo/ Acorda Cidade
Uma comerciante explicou que ficou surpresa após comprar, em um intervalo de apenas uma semana, o saco do quiabo com quase 70% de aumento.
Frutas
Foto: Jefferson Araújo/ Acorda Cidade
Preço do quiabo “pipoca”, mas devoção pela tradição do Caruru de São Cosme e Damião garante vendas
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Quem deseja fazer os tradicionais pratos da Semana Santa está se assustando com a alta dos preços de alguns produtos em Feira de Santana. Puxados pelo aumento dos combustíveis, tem muito item que pode ficar de fora do cardápio.

Na visita periódica do Acorda Cidade à feirinha da Estação Nova, foi possível constatar que muitos clientes estão recorrendo à famosa substituição para driblar a alta. O quiabo, um dos grandes protagonistas do período, se transformou no vilão da festa.

A comerciante Ana explicou que ficou surpresa após comprar, em um intervalo de apenas uma semana, o saco do quiabo com quase 70% de aumento. Para a reportagem do Acorda Cidade, a vendedora disse que, para não perder a clientela, a estratégia agora é sacrificar parte do lucro.

Feirinha da Estação Nova
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Estamos vendo a bacia com 20 quiabos por R$ 5,00. A gente manteve o preço de antes. Tive que diminuir a porcentagem do meu lucro para manter o preço para os nossos clientes. O saco do quiabo hoje deu R$ 200; semana passada era R$ 120”, disse a popular Dona Ana da verdura.

O rei maxixe

Outro queridinho da Semana Santa que está com o preço nas alturas é o maxixe. A hortaliça, que tem os fiapinhos (espinhos) como principal característica, é muito utilizada para equilibrar o sal nos pratos que levam peixe de água salgada.

“As coisas estão todas caras: fruta, verdura, está tudo um pouquinho mais caro, mas a gente mantém o preço para não perder o cliente. Nós entendemos, junto com o cliente, que as coisas são difíceis, mas os preços aqui continuam os mesmos”, completou Ana.

Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Pesquisa comparativa do Procon

O aumento nos itens dos pratos da Semana Santa motivou o Procon de Feira de Santana a realizar um levantamento para mapear a variação no município.

Frutas e verduras expostas/Marechal Deodoro/Comércio/
Foto: Jefferson Araújo/Acorda Cidade

Segundo o órgão, a pesquisa mostrou uma diferença de até 150% entre os preços do Centro de Abastecimento e o comércio ambulante da Rua Marechal Deodoro.

O Procon realizou uma pesquisa comparativa com 14 produtos. Segundo Alex Santos, diretor do órgão, o preço do azeite foi o que apresentou maior variação. Enquanto, no Centro de Abastecimento, o produto foi encontrado sendo comercializado a R$ 6,00, na Marechal ele estava de R$ 15,00.

PESQUISA DE PREÇOS PRODUTOS DA SEMANA SANTA

Produto Marechal Deodoro Centro de Abastecimento
Amendoim litro R$ 10,00 R$ 10,00
Azeite dendê 500ml R$ 15,00 R$ 6,00
Camarão seco 1kg R$ 10,00 litro R$ 40,00
Castanha L R$ 25,00 R$ 25,00
Leite de coco 200 ml R$ 3,00 R$ 3,00
Leite de 500 ml R$ 10,00 R$ 5,00
Peixe Tipo Bacalhau Kg. R$ 75,90 R$ 73,00
Corvina Kg R$ 16,99 R$ 20,00
Tilápia Kg R$ 29,99 R$ 20,00
Vermelho (peixe) Kg —— R$ 55,00
Sardinha Kg R$ 15,99 R$ 16,00
Farinha pronta para Vatapá (500g) R$ 12,00 R$ 15,00 kg
Quiabo cento R$ 20,00 R$ 25,00
Vinho Nacional Pérgola L R$ 29,85 R$ 23,00

Oi, sumido

Retornando para a feirinha da Estação Nova, como se não bastasse a alta dos preços, o consumidor agora está se adaptando à ausência de algumas frutas. Em uma circulada rápida pelo local, eram raras as bancas que tinham melão, abacaxi e mamão Havaí.

Foto: Paulo José / Acorda Cidade

“A época mesmo agora é de não ter o mamão Havaí. Porque ele, na verdade, vem da região da Chapada Diamantina e, nessa época de chuva, fica mais escasso. Ninguém está encontrando o mamão Havaí”, disse o comerciante Hélio de Jesus.

Foto: Paulo José / Acorda Cidade

“Para substituir, tem que ser o mamão formosa ou partir para a ameixa, uva, que sempre têm o preço bom. Já o abacaxi e o melão sumiram porque a safra deles não é essa de agora. Nosso abacaxi vinha de Coração de Maria e Itaberaba, agora está vindo do Pará”, completou o popular Helinho.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade

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