17 de April de 2026
emplacamento - placas
Ilustrativa | Foto: Divulgação/Detran
Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos.
emplacamento - placas
Ilustrativa | Foto: Divulgação/Detran

Um projeto de lei em discussão no Congresso Nacional pode mudar novamente o modelo das placas de veículos no Brasil. A proposta prevê a volta de informações como o nome do estado, do município e até a bandeira da unidade federativa, itens que deixaram de aparecer com a adoção do padrão Mercosul.

Segundo o g1, a medida já foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados na última terça-feira (14) e ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação.

O que pode mudar

Se o projeto for aprovado, as placas voltariam a ter:

  • Nome do estado
  • Nome do município
  • Bandeira do estado

Hoje, no modelo atual, essas informações não aparecem.

Por que querem essa mudança

O autor da proposta, o senador Esperidião Amin (PP-SC), defende que a identificação da cidade e do estado pode ajudar policiais e agentes de trânsito a reconhecerem mais facilmente a origem de veículos envolvidos em crimes ou infrações.

O relator do projeto, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), também argumenta que a mudança pode fortalecer o senso de identidade regional e facilitar a identificação de veículos que são “de fora” de determinada localidade.

Como funciona a placa atual

Desde 2020, o Brasil adotou o padrão Mercosul, que trouxe algumas mudanças importantes:

  • Novo formato com letras e números misturados
  • Maior número de combinações possíveis
  • Inclusão de QR Code para consulta de dados
  • Retirada do nome da cidade e do estado

Na época, o antigo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o modelo anterior estava perto de atingir o limite de combinações.

Com o sistema atual, a capacidade foi ampliada para cerca de 450 milhões de combinações.

Agora, o projeto reacende o debate entre modernização do sistema e a volta de elementos considerados importantes para ajudar na identificação e na segurança das pessoas.

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