

A noite da sexta-feira (17) marcou o início da transformação do território de Feira de Santana em um verdadeiro templo do esporte, com a abertura oficial da 23ª edição do torneio esportivo Intercol. A competição segue até 14 de junho.
O evento, voltado para instituições de ensino da rede privada do município conhecido como Princesa do Sertão, deu início a uma temporada de competições que reúne mais de 2.000 estudantes, com o objetivo de movimentar a cidade através do esporte e promover a socialização entre os jovens.

A cerimônia de abertura teve caráter solidário, com a entrada condicionada à doação de um quilo de alimento não perecível. Todos os itens arrecadados serão doados ao Instituto Yasmin Bastos Nunes.
A cerimônia
A abertura contou com uma apresentação especial de ginástica rítmica, que celebrou a competição saudável, coordenada pelas professoras Manuela Oliveira e Luciana Soares. Para a reportagem do Acorda Cidade, as professoras revelaram que a apresentação exigiu ensaios intensos.

“É um evento muito especial, onde reúne as escolas de Feira de Santana para celebrar o esporte, a competição saudável, e a gente trouxe esse grupo de ginastas para apresentar uma coreografia de ginástica rítmica bem especial”, disse a professora Manuela.
“Foi uma preparação gigantesca. Primeiro que a gente tá retornando agora em fevereiro. A gente teve pouquinho tempo, mas elas estão preparadas desde o ano passado. Então foi tudo ‘ok’, muito treino, muito ensaio, deu tudo certo”, completou a professora Luciana.

A força do Intercol
Os organizadores Evanio Gois e Fábio Orlan explicaram para a reportagem do Acorda Cidade que o torneio engloba estudantes desde a categoria sub-6 até o sub-18, divididos em gênero feminino e masculino e distribuídos em oito modalidades esportivas.

“A expectativa é excepcional, está mais alta do que no ano passado. Esperamos atingir um público rotativo de mais de 20 mil pessoas até o dia 14 de junho, dia da grande final. Queremos movimentar a cidade através do esporte escolar, onde a comunidade esportiva integra-se, se juntam, se unem, para torcer pelos seus alunos, pelos seus filhos. A gente pensa em ter rivalidade só na quadra, na disputa do jogo, mas fora é integração e socialização”, disse Evanio.

“Além de termos mais de 30 escolas, temos mais de 2.000 alunos participando. É um número expressivo em nove finais de semana que movimentam a cidade. Os pais nos elogiam, nos comentam que eles param de ficar em casa com jogos de videogame e vêm praticar o esporte. É também o encontro das famílias. As famílias se confraternizam nos jogos.”, completou Fábio.

Competição família
Além do futsal, que é o carro-chefe da competição, os alunos das 31 escolas participantes competem em esportes como baleado, handebol, basquete, voleibol, xadrez, vôlei 4×4 e futevôlei.
A mãe de dois competidores de futsal, Elizabete Araújo, esteve presente na abertura e destacou que o evento ensina as crianças a trabalharem em equipe e a se relacionarem no dia a dia.

“Para as famílias [o Intercol] significa crescimento e evolução. Os nossos filhos aprendem a se relacionar com os colegas. É uma parceria no campo e pra vida, pra gente é muito bom”, disse Elizabete, após revelar que os filhos vão disputar as categorias sub-12 e sub-16 de futsal.
O impacto coletivo do Intercol também foi o destaque do pai Rogério Santos, que acompanhou a filha estreante no voleibol. Ele frisou que a competição desenvolve um senso vital de coletividade. Já para a garota, representar a escola pela primeira vez nos jogos traz um sentimento de organização, foco e muita emoção.

“O sentimento é de realmente integração, é de entender o coletivo. O meu sentimento é uma emoção fantástica. Estamos acompanhando eles nessa jornada incrível que é o esporte, que é muito bom, é muito salutar, principalmente em momentos difíceis, como a gente vem passando”, disse Rogério.
Realizando sonhos
O evento também serve como vitrine para os sonhos de muitos estudantes, como é o caso do pequeno Rafael Gama, de 11 anos, flagrado pela equipe do Acorda Cidade. O aluno, que disputa o torneio de futsal pela quarta vez, relatou que a experiência de preparação é indispensável.

“É um esporte bom que eu quero levar pro coração e pra vida, para quando esse sonho se realizar, meu sonho e ajudar meus pais”, disse Rafael, que afirmou contar com a ajuda dos professores.

“Está sendo um desafio, porque trabalhar com crianças e adolescentes é sempre um desafio, mas tá sendo uma grande experiência, porque além da gente ajudar os alunos e os jovens a se desenvolverem enquanto ser humanos, a formação do esporte é super importante”, afirmou a professora de educação física, Cinthia Jorge.
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Com informações do jornalista Kaio Vinicius, do Acorda Cidade
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