

Os casos de viroses aumentam principalmente em períodos de mudanças de estação, deixando muitas pessoas preocupadas com sintomas como febre, dor de cabeça e cansaço. Embora na maioria dos casos esses quadros sejam leves e possam ser tratados em casa, é importante saber quando a situação exige atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
De acordo com a professora do curso de Enfermagem da Estácio, Jayanna Carneiro, os sintomas de uma virose costumam ser bem característicos. “Geralmente começa com aquele mal-estar mais geral: dor no corpo, dor de cabeça, cansaço, febre, coriza, tosse e dor de garganta. Algumas pessoas também apresentam vômito ou diarreia”, explica. Ela destaca que o quadro surge “de uma vez” e costuma deixar o paciente mais debilitado.
Apesar de desconfortável, a virose comum tende a melhorar ao longo dos dias. Por isso, é importante saber diferenciar sintomas de uma virose simples daqueles que podem indicar problemas mais sérios. “Quando a febre é muito alta e não melhora, ou há falta de ar, dor intensa ou uma piora ao invés de melhora com o passar do tempo, isso já não é o padrão esperado e precisa ser investigado”, alerta Jayanna.
Cuidados que podem ser feitos em casa
Antes de buscar atendimento médico, é possível adotar medidas simples em casa que ajudam no alívio dos sintomas. “O básico bem-feito já ajuda muito. É importante a hidratação, repouso e alimentação leve”, orienta a professora. Ela recomenda evitar jejum prolongado, mas ressalta que não é necessário forçar a alimentação. Outro cuidado importante é evitar o uso de medicação por conta própria, como os antibióticos, que não têm efeito contra viroses.
Quando procurar a UPA?
Mesmo com cuidados em casa, há casos em que o atendimento na UPA ou com um médico se torna indispensável, especialmente diante de sinais mais graves. “Sintomas como febre que não cede, vômitos ou diarreia persistentes, sinais de desidratação, como boca seca ou pouca urina, além da falta de ar ou dores muito intensas devem levar a pessoa a buscar atendimento imediato”, enfatiza Jayanna Carneiro, que ainda alerta para que crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde devem ter atenção redobrada em casos de virose.
Prevenção e hidratação
Além do tratamento, a prevenção continua sendo uma ferramenta poderosa para reduzir o contágio das viroses, que geralmente são altamente transmissíveis. “Lavar as mãos com frequência e usar álcool em gel são medidas simples, mas extremamente eficazes. Muitas viroses se espalham pelo contato, e esses cuidados já reduzem bastante o risco”, orienta.
Outro ponto destacado por Jayanna é a importância da hidratação no enfrentamento das viroses, especialmente em casos que apresentam febre ou sintomas intestinais. “A hidratação faz muita diferença, às vezes a gente subestima isso, mas ela é essencial. Já uma alimentação leve ajuda o corpo a se recuperar sem sobrecarregá-lo”, explica.
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