

O controle da dor é um dos principais pilares no tratamento do câncer e influencia diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexto, a anestesiologia tem ampliado sua atuação e deixado de ser vista apenas como suporte cirúrgico para assumir um papel estratégico no acompanhamento da dor ao longo de toda a jornada oncológica.
Segundo o anestesiologista Anderson Gazineu, diretor comercial da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Bahia (Coopanest-BA), a especialidade evoluiu significativamente nas últimas décadas e hoje vai muito além da administração de anestésicos. “Atuamos desde a avaliação pré-operatória até o controle da dor no pós-operatório e, em muitos casos, no acompanhamento da dor crônica relacionada ao câncer, utilizando técnicas específicas para alívio dos sintomas e melhora da funcionalidade”, afirma.
De acordo com Anderson, o controle da dor pode envolver procedimentos minimamente invasivos, como bloqueios de nervos periféricos, infiltrações guiadas por ultrassom e técnicas como a radiofrequência. Esses recursos permitem um alívio mais direcionado e duradouro, com menor necessidade de opioides e menos efeitos colaterais.
Quando não tratada adequadamente, a dor compromete o sono, a alimentação, a mobilidade e o estado emocional do paciente, podendo, inclusive, interferir na adesão ao tratamento. “O controle eficaz desse sintoma é parte essencial da assistência oncológica. Não se trata apenas de eliminar a dor, mas de garantir qualidade de vida. Um paciente com dor controlada enfrenta o tratamento com mais disposição e dignidade”, frisa Anderson Gazineu.
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