23 de April de 2026
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Foto: Ney Silva / Acorda Cidade
A última manifestação realizada pelo sindicato ocorreu no dia 10 de abril, em frente a uma agência do Banco Itaú. Desta vez o ato foi em frente ao Bradesco.
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O Sindicato dos Bancários promoveu uma nova manifestação na manhã desta quinta-feira (23) em Feira de Santana. O ato, que desta vez ocorreu em frente à agência do Bradesco da Rua Conselheiro Franco, integra um conjunto de mobilizações nacionais da categoria.

A última manifestação realizada pela associação em Feira de Santana ocorreu no dia 10 de abril, em frente a uma agência do Banco Itaú, na Avenida Getúlio Vargas. Clique aqui e relembre como foi o ato daquela manhã.

Para a reportagem do Acorda Cidade, Elitan Machado, presidente do Sindicato dos Bancários em Feira de Santana, revelou que a mobilização tem como objetivo central protestar contra as demissões recentes, a redução do quadro de empregados e a diminuição da quantidade de agências na cidade conhecida como Princesa do Sertão.

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Elitan Machado, presidente do Sindicato dos Bancários em Feira de Santana | Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

“Estamos muito preocupados porque essa redução prejudica os bancários, que estão sobrecarregados quando ficam poucas agências, mas prejudica muito mais os clientes, que perdem postos de atendimento e precisam se deslocar por um percurso maior, expondo esses clientes a riscos de segurança, assalto”, disse Machado.

Para o presidente, o impacto das medidas de enxugamento dos bancos é visível nos números apresentados. Segundo Elitan, no passado, Feira de Santana chegou a contar com seis agências do Bradesco, número que atualmente está reduzido a quatro unidades.

“Essa agência contava com mais de 100 funcionários quando da sua abertura. Hoje nós temos, em média, 40 funcionários. Então é algo que é uma redução muito drástica para uma cidade que aumentou a sua população. Nós estamos vendo aí os bancos reduzirem o quadro de empregados e, consequentemente, reduzirem também os locais de atendimento para a população”, disse.

“Hoje Feira de Santana tem mais de 600 mil habitantes e conta com menos da metade das agências que tinha há uma década atrás. Isso é preocupante. A população precisa se somar nesta luta para poder combater isso”, complementou o presidente do sindicato.

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Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

Para a reportagem do Acorda Cidade, Machado afirmou que essa redução prejudica severamente os dois lados do balcão. Elitan ainda criticou a postura das instituições, ressaltando que os bancos mantêm a cobrança de juros e tarifas exorbitantes aos usuários, mesmo com a piora no serviço.

“Nós estamos em plena campanha salarial. O nosso acordo coletivo vence no dia 31 de agosto. Por conta disso, nós antecipamos as negociações e o fato é que a gente está reclamando melhores condições de trabalho para a nossa categoria, que vem adoecendo muito mais do que a média dos trabalhadores”, disse.

“Nós estamos reclamando também que os bancos criem condições para que os bancários não continuem adoecendo e, além disso, obviamente, as cláusulas econômicas, o aumento salarial, a valorização dos funcionários, contratação de mais empregados e abertura de mais agências”, complementou o presidente.

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Por fim, o sindicalista ainda explicou que o índice exato de reajuste salarial pleiteado ainda será definido nos congressos estadual (no início de maio) e nacional da categoria, mas a expectativa é superar o último acordo, que garantiu a reposição da inflação e apenas 1% de aumento real.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade

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