


O Sindicato dos Bancários promoveu uma nova manifestação na manhã desta quinta-feira (23) em Feira de Santana. O ato, que desta vez ocorreu em frente à agência do Bradesco da Rua Conselheiro Franco, integra um conjunto de mobilizações nacionais da categoria.
A última manifestação realizada pela associação em Feira de Santana ocorreu no dia 10 de abril, em frente a uma agência do Banco Itaú, na Avenida Getúlio Vargas. Clique aqui e relembre como foi o ato daquela manhã.
Para a reportagem do Acorda Cidade, Elitan Machado, presidente do Sindicato dos Bancários em Feira de Santana, revelou que a mobilização tem como objetivo central protestar contra as demissões recentes, a redução do quadro de empregados e a diminuição da quantidade de agências na cidade conhecida como Princesa do Sertão.

“Estamos muito preocupados porque essa redução prejudica os bancários, que estão sobrecarregados quando ficam poucas agências, mas prejudica muito mais os clientes, que perdem postos de atendimento e precisam se deslocar por um percurso maior, expondo esses clientes a riscos de segurança, assalto”, disse Machado.
Para o presidente, o impacto das medidas de enxugamento dos bancos é visível nos números apresentados. Segundo Elitan, no passado, Feira de Santana chegou a contar com seis agências do Bradesco, número que atualmente está reduzido a quatro unidades.
“Essa agência contava com mais de 100 funcionários quando da sua abertura. Hoje nós temos, em média, 40 funcionários. Então é algo que é uma redução muito drástica para uma cidade que aumentou a sua população. Nós estamos vendo aí os bancos reduzirem o quadro de empregados e, consequentemente, reduzirem também os locais de atendimento para a população”, disse.
“Hoje Feira de Santana tem mais de 600 mil habitantes e conta com menos da metade das agências que tinha há uma década atrás. Isso é preocupante. A população precisa se somar nesta luta para poder combater isso”, complementou o presidente do sindicato.

Para a reportagem do Acorda Cidade, Machado afirmou que essa redução prejudica severamente os dois lados do balcão. Elitan ainda criticou a postura das instituições, ressaltando que os bancos mantêm a cobrança de juros e tarifas exorbitantes aos usuários, mesmo com a piora no serviço.
“Nós estamos em plena campanha salarial. O nosso acordo coletivo vence no dia 31 de agosto. Por conta disso, nós antecipamos as negociações e o fato é que a gente está reclamando melhores condições de trabalho para a nossa categoria, que vem adoecendo muito mais do que a média dos trabalhadores”, disse.
“Nós estamos reclamando também que os bancos criem condições para que os bancários não continuem adoecendo e, além disso, obviamente, as cláusulas econômicas, o aumento salarial, a valorização dos funcionários, contratação de mais empregados e abertura de mais agências”, complementou o presidente.

Por fim, o sindicalista ainda explicou que o índice exato de reajuste salarial pleiteado ainda será definido nos congressos estadual (no início de maio) e nacional da categoria, mas a expectativa é superar o último acordo, que garantiu a reposição da inflação e apenas 1% de aumento real.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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