

A família do pequeno Rhavi Lucca, de apenas 1 ano e 2 meses, vem enfrentando dias difíceis enquanto aguarda a realização de um transplante de fígado para o garoto, que recebeu o diagnóstico de atresia das vias biliares (AVB), uma doença rara e grave que compromete o funcionamento do fígado.
Segundo a mãe do garoto, Zenaide Cerqueira Pires, desde o nascimento Rhavi já apresentava alterações nas enzimas hepáticas. Aos três meses e meio, veio a confirmação de que ele precisaria de um transplante. “Ouvir a médica dar esse diagnóstico não foi fácil, logo associei que meu filho seria uma criança com a saúde e o estilo de vida debilitados. Mais difícil ainda é saber que na Bahia não faz transplante hepático pediátrico e teríamos que nos deslocar para outro estado”, contou.
Atualmente, Rhavi está em acompanhamento no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, em São Paulo, onde aguarda na fila por uma cirurgia no Hospital Sírio-Libanês. De acordo com Zenaide, a doença é progressiva. Ela explica que o fígado não metaboliza os nutrientes necessários para o funcionamento dos demais órgãos, comprometendo o desenvolvimento da criança e aumentando o risco de vida.

Lentidão no processo
O pai de Rhavi é compatível e já foi considerado apto para ser o doador. Apesar disso, o procedimento ainda não foi realizado. A família, que aguarda o procedimento há cinco meses, afirma que a demora está relacionada à redução no número de cirurgias mensais. “Antes eram realizadas quatro por mês, uma por semana. Depois, passou a ser uma a cada 15 dias, fazendo uma grande fila de espera. Quando o médico começou a dizer que ainda não seria a vez do Rhavi, o desespero bateu”, disse Zenaide.
Ainda segundo ela, os médicos informaram que a diminuição nas cirurgias seria uma decisão do Ministério da Saúde. “Eles gostariam de operar muito mais. O hospital não dá previsão, pois a cada semana que passa, as crianças que estão estáveis, ficam em estado crítico e se tornam a ‘prioridade da prioridade’ ”, contou.
Além da luta pela saúde do filho, a família enfrenta dificuldades pessoais. Zenaide esteve afastada do trabalho por mais de um ano, enquanto o pai precisou pedir demissão.
O casal tem outros dois filhos, uma garota de 11 anos e outra de 3, que ficaram sob os cuidados de familiares em Feira de Santana.
Diante da situação, Zenaide decidiu expor o caso com o objetivo de denunciar a morosidade do sistema de saúde, além de buscar apoio.
“Quero que o poder público fique ciente que há uma precariedade no sistema de saúde devido às escolhas do próprio órgão e que o hospital se manifeste juntamente com o Ministério quanto à redução de cotas e cobrem também deles. E, no final, vejam o tamanho do meu esforço, juntando força com pessoas sensíveis ao caso”, expôs a mãe de Rhavi.
Em meio a luta, a família segue acreditando na recuperação de Rhavi e não descarta a possibilidade de ajuda para custear o procedimento na rede privada. “Com força e fé tudo é possível. E claro que não descartamos a possibilidade de surgir alguém que custeie todo o processo cirúrgico, pois o valor foge da nossa realidade”.
O contato com Zenaide Cerqueira, mãe de Rhavi, pode ser feito pelo número (75) 98154-0397.
Com informações da jornalista Daniela Cardoso, do Acorda Cidade.
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.
