

O Fluminense de Feira apresentou oficialmente a nova coleção de uniformes para a disputa do Campeonato Baiano Série B 2026. Com o conceito da campanha “O Sertão Não Se Rende”, o lançamento reafirma a identidade do clube com as origens e valoriza a força cultural do interior baiano.
Como parte central da campanha, o Touro do Sertão presta homenagem a dois importantes nomes da cultura feirense: Antonio Brasileiro e Roberval Pereyr. A iniciativa conecta o futebol à produção artística local, destacando trajetórias que ajudaram a projetar a cultura sertaneja para além das fronteiras da região.

Pintor e poeta, Antonio Brasileiro possui mais de vinte títulos publicados e é reconhecido por uma obra marcada pela densidade lírica e reflexão sobre a existência. Sua poesia aborda temas como o tempo, a memória e a condição humana, sendo presença em importantes publicações e eventos literários, como a Bienal Internacional de Poesia de Brasília.
Já Roberval Pereyr construiu uma trajetória sólida como poeta, professor, ficcionista e intelectual. Com atuação destacada na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) por mais de três décadas, é mestre pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutor pela Unicamp. Sua produção artística e acadêmica se soma a uma forte contribuição na formação cultural, influenciando gerações dentro e fora do ambiente universitário.
O ensaio de lançamento foi realizado no Museu Casa do Sertão, em Feira de Santana, reunindo atletas do elenco profissional e os artistas homenageados em um ambiente que simboliza a memória e a identidade do povo sertanejo.
“Para mim é a realização de um sonho. Eu jogava bola quando era menino e ia com meus amigos assistir o Fluminense jogar. Ser homenageado dessa forma é um motivo de grande alegria.” disse Roberval.
Para o professor Antonio Brasileiro essa valorização dos artistas feirenses é algo necessário em um momento que a literatura parece ser tangenciada pelo grande público.
“A arte precisa circular, precisa encontrar as pessoas. Quando iniciativas como essa acontecem, você amplia esse contato e cria novas possibilidades de interesse. A literatura não deixa de existir, ela apenas precisa ser constantemente reapresentada.”
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