30 de April de 2026
Centro de Umbanda sofre constantes ataques de supostos neonazistas
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste
Com mais de 80 anos de atuação, o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, presta apoio espiritual à população.
Centro de Umbanda sofre constantes ataques de supostos neonazistas
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, localizado em Guanambi, tem sido alvo de uma sequência de ataques que incluem arrombamentos, depredações e pichações com símbolos nazistas. A situação tem gerado medo e insegurança entre os frequentadores e responsáveis pelo templo religioso.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste, parceiro do Acorda Cidade, o conselheiro André Donato afirmou que, apesar de a motivação ainda estar sendo investigada pela polícia, há fortes indícios de intolerância religiosa.

“Não temos clareza sobre os fatos porque a polícia ainda está investigando. Sofremos repetidos ataques: arrombamentos, depredação de imagens sagradas e, por último, esse ataque vil e odioso. Não temos outra explicação a não ser perseguição religiosa”, declarou.

Segundo ele, a presença de símbolos nazistas no local levanta ainda mais preocupação e pode indicar a atuação de uma possível célula extremista. “É algo muito perigoso”, alertou.

Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro

Com mais de 80 anos de atuação em Guanambi, o centro de matriz africana presta apoio espiritual à população e atende especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade. No último ano, no entanto, o espaço passou a enfrentar uma intensificação das perseguições.

Diante da violência, foram instalados sistema de monitoramento e cerca de proteção como forma de reforçar a segurança no local. Além disso, diversos boletins de ocorrência já foram registrados na Delegacia Territorial de Guanambi, e uma representação também foi encaminhada ao Ministério Público.

“Tomamos todas as providências legais. Precisamos ter muita cautela com relação a esse ataque porque ele pode ter partido de uma célula neonazista na cidade. Estamos amedrontados e não sabemos até que ponto podem chegar”, afirmou Donato.

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