

O aumento no desconto relacionado à previdência municipal surpreendeu muitos servidores públicos de Feira de Santana. Diante da situação, diversos trabalhadores procuraram o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindesp) em busca de esclarecimentos.
Após apuração, o sindicato informou que a medida segue uma legislação aprovada no ano passado, o que explica a aplicação do novo percentual nos contracheques. Ainda assim, o impacto direto na renda dos servidores reacendeu o debate sobre a necessidade de valorização salarial da categoria.
De acordo com o Sindesp, a solução para o problema não passa apenas pela revisão de descontos, mas principalmente pela criação de condições reais para garantir ganhos efetivos aos servidores. A entidade defende a implementação de um projeto apresentado ao Governo Municipal no ano passado, que propõe a eficientização da arrecadação sem aumento da carga tributária.
A presidente do sindicato, Lorena Moura, destaca que a proposta tem como foco a valorização do funcionalismo de forma sustentável. “Não podemos continuar assistindo à perda salarial ano após ano. Hoje, o que existe é apenas a reposição inflacionária, sem qualquer ganho real. O que defendemos é um aumento substancial, com ganho acima da inflação”, afirmou.
Segundo o Sindesp, o projeto prevê que o prefeito possa contratar uma empresa de consultoria especializada para implantar um estudo técnico baseado na proposta da entidade. A iniciativa visa modernizar a gestão tributária do município e tornar a arrecadação mais eficiente.
A expectativa é que, após a implementação das medidas, o município amplie sua receita própria. Com isso, seria possível criar margem financeira para conceder aumentos reais aos servidores — e não apenas reposições inflacionárias — promovendo uma valorização mais efetiva do funcionalismo público.
Entre as ações previstas no projeto estão a atualização cadastral, com revisão do cadastro imobiliário e comercial da cidade, garantindo maior justiça na cobrança de tributos, além da criação do alvará provisório. A medida permitirá que trabalhadores atualmente na informalidade possam regularizar suas atividades de forma mais simples e menos burocrática.
Para o sindicato, a adoção dessas medidas pode gerar um incremento significativo na arrecadação municipal, criando uma fonte sustentável de recursos para viabilizar reajustes salariais expressivos e a atualização dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), sem comprometer os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
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