

O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, em Guanambi, voltou a ser alvo de criminosos e vive uma sequência de ataques que tem gerado medo entre frequentadores e responsáveis pelo espaço religioso. Entre a noite de sábado (2) e a madrugada deste domingo (3), o templo foi invadido duas vezes em um intervalo de apenas oito horas.
O caso acontece poucos dias após a fachada do local ser pichada com símbolos nazistas, episódio que causou indignação e reforçou a suspeita de intolerância religiosa.

Com mais de 80 anos de atuação, o centro de matriz africana presta apoio espiritual à população e atende especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nos últimos meses, porém, o espaço passou a conviver com arrombamentos, furtos e depredações frequentes.
Duas invasões na mesma noite
Segundo informações do site Achei Sudoeste, parceiro do Acorda Cidade, as novas invasões foram registradas pelas câmeras de segurança.
A primeira aconteceu por volta das 20h de sábado. Já a segunda ocorreu às 4h da manhã de domingo, quando os invasores retornaram ao imóvel.

Além do furto de diversos equipamentos, os suspeitos deixaram um rastro de destruição.
Foram registrados danos no telhado, prejuízos no sistema de hidratação e a retirada do motor de uma geladeira. Os criminosos também quebraram pratos de barro usados em rituais religiosos e tentaram levar até a caixa d’água do imóvel.
Com este novo episódio, o Centro São Jorge Guerreiro já soma oito invasões em menos de seis meses.
Medo e perseguição
Vice-presidente do centro, Joel das Neves afirmou que esta foi uma das ações mais agressivas já sofridas pelo espaço. Antes mesmo das novas invasões, o conselheiro André Donato já havia denunciado a escalada da violência e a suspeita de perseguição religiosa.
Segundo ele, a presença de símbolos nazistas no local aumenta ainda mais a preocupação porque não sabem até onde os invasores podem chegar.

Investigação
Na última terça-feira (28), a Polícia Militar conduziu um jovem de 25 anos, no bairro Santo Antônio, suspeito de envolvimento nas pichações nazistas feitas no templo e em outros pontos de Guanambi.
Mesmo assim, os ataques continuaram.
Um novo boletim de ocorrência foi registrado na manhã deste domingo (3), e as imagens do circuito interno de segurança já foram entregues à Polícia Civil, que investiga o caso.
Para tentar reforçar a proteção do espaço, os responsáveis instalaram câmeras de monitoramento e cerca de segurança, além de encaminharem uma representação ao Ministério Público.
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