4 de May de 2026
INSS
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade
O imóvel, que fica localizado na Rua Sales Barbosa e possui sete andares, pertence à União.
INSS
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Cerca de 100 famílias em situação de vulnerabilidade ocuparam um antigo prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Feira de Santana. O imóvel, que fica localizado na Rua Sales Barbosa e possui sete andares, pertence à União.

A ocupação está sendo liderada pela Frente Nacional de Luta (FNL) Campo e Cidade, um movimento social brasileiro que luta principalmente pela reforma agrária, moradia popular, reforma urbana e por pautas ligadas à classe trabalhadora.

Em 2025, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), externou o desejo de concentrar algumas secretarias no imóvel, ação para deixar as pastas mais próximas ao centro da cidade. Na época, o gestor afirmou que enviou um ofício ao INSS para formalizar o pedido.

A ocupação

Em entrevista ao Acorda Cidade, Adilson Silva, coordenador da FNL, explicou que o ato de ocupação começou no último sábado (2) e que o movimento reivindica que o imóvel seja incluído no programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida.

Adilson Silva, coordenador da  Frente Nacional de Luta (FNL)
Adilson Silva, coordenador da Frente Nacional de Luta (FNL) | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“Feira de Santana é uma região onde moram muitas pessoas em estado de vulnerabilidade. Pessoas que ganham um salário e que têm três, quatro famílias dentro de casa. E todos nós sabemos que, pagando um aluguel de até R$ 600, a família não sobrevive; ela passa por muitas dificuldades”, disse Adilson.

O coordenador do movimento explicou que muitas das famílias que ocuparam o local externaram o desejo de permanecer no imóvel. Segundo Silva, o movimento solicitou a presença de engenheiros para avaliar a estrutura do prédio, para mapear possíveis riscos. Algumas crianças estão morando no imóvel.

“Estamos em um processo organizativo, vamos conversar com o governo e certamente o governo vai estar dando um retorno para a empresa de segurança que faz o trabalho nesse prédio, até porque aqui tem muitos documentos. Nós colocamos aviso para o nosso povo não entrar no local com documentos; sabemos que eles são de responsabilidade do governo”, disse.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“O prédio está com uma estrutura muito boa, nós trouxemos aqui pessoas para dar uma olhadinha. Ele precisa de pequenos cuidados e reparos, até porque ele já está há muito tempo fechado e você sabe que o imóvel fechado vai se deteriorando. Mas o imóvel está muito bem”, complementou.

Os ocupantes

Para a reportagem do Acorda Cidade, o coordenador explicou que cerca de 95% das famílias que estão na ocupação são de Feira de Santana, a maioria vinda dos distritos ou bairros considerados periféricos.

“Aqui agora tem algumas crianças, mulher grávida até agora não sabemos, até porque tem pouco tempo de ocupação. Tem muitas pessoas idosas que vieram de forma voluntária. Como falei, tem muitas crianças e estamos organizando para dar o melhor para elas, oferecer estabilidade durante a estadia aqui nesse local”, disse Adilson.

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.