

Moradores e comerciantes da Rua Tijuca, no bairro Parque Ipê, em Feira de Santana, denunciaram ao Acorda Cidade uma situação de esgoto a céu aberto provocada por uma rede clandestina de esgotamento sanitário na região.
A via, que interliga a BR-116 Norte à Avenida Fraga Maia, também apresenta buracos e pontos de alagamento, agravando ainda mais os transtornos para quem mora e trabalha no local.

Segundo os relatos, uma tubulação clandestina estaria sendo utilizada para o despejo de esgoto sanitário e águas residuais, o que tem provocado o rompimento de bocas de lobo e o escoamento de água suja pela rua.
Moradora da Rua Gentil do Ouro, transversal da Rua Tijuca, Eliana Reis Pedreira relatou o sofrimento causado pelo mau cheiro e pela água contaminada.

“A gente está pedindo socorro. Lá está pior do que aqui. É o esgoto, uma água fedendo, ninguém aguenta mais não, ninguém suporta”, afirmou. Ela também destacou que, nos dias de chuva, a situação fica ainda mais grave. “Piora, é uma água que fica preta e é moriçoca, a gente não aguenta”, completou a moradora.
O comerciante Valdiney Pereira explicou que o problema estaria relacionado a uma tubulação instalada por uma fábrica da região, que acabou sendo utilizada também por moradores e estabelecimentos.
“Essa Rua Tijuca é uma rua comercial aqui no Parque Ipê, ela é uma rua íngreme. Então, uma fábrica existente aqui fizeram uma tubulação clandestina. Por que clandestina? Porque não é uma tubulação da Embasa”, relatou. Segundo ele, a estrutura não suporta a quantidade de esgoto despejada.

“A manilha entope e estoura em um ponto da rua. Essa água desce o restante da rua sentido Fraga Maia. Uma fedentina horrível, inclusive, passando em frente a uma peixaria. Os clientes dele acham que é proveniente da peixaria, os moradores reclamam porque param na rua dela e tudo isso prejudica os moradores. As autoridades precisam vim ver esse esgoto porque assim não pode ficar”, afirmou o comerciante ao Acorda Cidade.
Ainda segundo Valdinei, os moradores tentam desentupir as bocas de lobo, mas não tem solução. Quando a chuva vem entope tudo e não comporta o volume de despejos.
“A gente vê aqui vários morotós, resto de comida, uma fedentina. Você vê isso aqui o comércio todo não aguenta mais. Todo mundo sofre com isso”, disse.
O comerciante Jorge Brito, proprietário da peixaria localizada na via, disse que o problema tem afetado diretamente o comércio e gerado prejuízos.

“O pessoal que chega aqui acha que é a peixaria que está poluindo. Mas a gente tenta explicar ao pessoal que não é da peixaria. Hoje está mais aliviado porque choveu e a chuva lavou, mas se não tivesse chovido, estava o fedor. 9H, 10h desce água o dia todo”, contou.
Ele também reclamou da ausência de rede de esgotamento sanitário no local. “Aqui não tem nem a prefeitura com água pluvial e nem rede de esgoto da Embasa. Eu tenho três fossas. Todos os meses, R$ 600 reais que eu gasto aqui para limpar fossas”, disse.

Os moradores pedem uma solução urgente por parte da prefeitura e reforçam a necessidade da implantação de uma rede de esgotamento sanitário na Rua Tijuca.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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