

Feira de Santana se transforma, no próximo dia 16 de maio, em um dos principais polos de discussão sobre inclusão no Brasil ao sediar o I Fórum A Bahia Inclusiva – Neurodivergência Sem Rótulos. Mais do que um evento, a iniciativa surge como um movimento social de grande escala, mobilizando diferentes setores da sociedade em torno de um tema urgente: a forma como lidamos com as diferenças cognitivas, emocionais e comportamentais.
Idealizado pela CEO da startup Atendimento Sem Rótulos – Kelly Lee Alves, especialista em Nutrição, Neurociências e Educação Inclusiva, o Fórum nasce a partir de uma vivência real — a experiência como mãe atípica — e se transforma em uma proposta concreta de impacto social. A dor individual ganha dimensão coletiva ao propor uma nova narrativa: sair dos rótulos e avançar para a compreensão.
“Eu levo comigo a camisa invisível das mães atípicas — uma realidade marcada por desafios silenciosos, força diária e amor incondicional. A sociedade ainda não está preparada para lidar com a neurodiversidade. E é exatamente por isso que esse Fórum existe: para provocar, educar e transformar — e, principalmente, acolher professores, terapeutas e todas as pessoas que dedicam suas vidas ao cuidado de crianças e adolescentes neurodivergentes”, afirma Kelly.
O fórum será realizado no Centro de Convenções de Feira de Santana. O evento tem expectativa de reunir cerca de 700 pessoas, entre profissionais da saúde, educadores, gestores públicos, empresários, estudantes e famílias.

A proposta é clara: integrar ciência, educação e gestão para promover uma mudança real na forma como a neurodivergência é compreendida e acolhida nos diferentes contextos da sociedade.
Para fortalecer o impacto e garantir profundidade científica e aplicabilidade prática, Kelly Lee Alves convidou especialistas estratégicos para integrar a iniciativa de acordo com suas expertises neste grandioso projeto. Dr. Adriano Oliveira (médico especialista em psiquiatria), responsável por contribuir com a base científica, trazendo evidências clínicas e ampliando o olhar sobre saúde mental e neurodivergência e Alana Carvalho, que atua na articulação com empresas e instituições, levando o debate para o campo da gestão, do mercado e da inclusão no ambiente corporativo.
Essa construção reforça um ponto central: a neurodivergência não é apenas um tema da saúde — é uma pauta estratégica que envolve educação, mercado de trabalho e desenvolvimento social. O aumento expressivo de diagnósticos como TDAH, TEA e ansiedade evidencia uma lacuna crítica: a falta de preparo das instituições — escolas, empresas e até serviços de saúde — para lidar com essas demandas de forma humanizada e eficiente.
As consequências são reais e impactam diretamente a sociedade: exclusão social, baixa autoestima, evasão escolar, improdutividade no ambiente de trabalho, sobrecarga emocional nas famílias.
O Fórum surge como resposta direta a esse cenário, propondo soluções práticas baseadas em neurociência, empatia estratégica e comunicação assertiva. Com o lema “Não é sobre diagnóstico. É sobre comunicação”, o Fórum A Bahia Inclusiva se posiciona como o início de um novo ciclo. A proposta não se encerra no dia do evento, mas se expande como um ecossistema contínuo de formação, conscientização e transformação social.
A iniciativa também fortalece o protagonismo de Feira de Santana como uma cidade referência em inovação social e educação inclusiva, projetando a Bahia para um debate nacional cada vez mais necessário.
Diante de um cenário em que a diversidade neurológica deixa de ser exceção para se tornar parte da realidade cotidiana, o Fórum convida a sociedade a fazer uma escolha: Continuar rotulando — ou começar a compreender.
Serviço:
I Fórum A Bahia Inclusiva – Neurodivergência Sem Rótulos
Data: 16 de maio
Local: Centro de Convenções de Feira de Santana
Público: educadores, profissionais de saúde, gestores, empresários, estudantes e famílias Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/i-forum-a-bahia-inclusiva-neurodivergencia-sem-rotulos/3351583?share_id=copiarlink
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