

Familiares de Deivisson Sanches Oliveira, de 36 anos, e Delmo Santos Soares afirmam que os dois homens mortos durante uma ação da Polícia Militar, na segunda-feira (11), no bairro Nordeste de Amaralina, em Salvador, não tinham envolvimento com o crime.
Segundo divulgou o g1, Deivisson trabalhava como motociclista por aplicativo e, segundo a família, estava em serviço no momento em que foi baleado. Ele teria aceitado uma corrida e foi atingido durante o trajeto. Testemunhas relataram que a polícia tentava prender um suspeito de tráfico, que também morreu na ocorrência.
“Ele era um homem justo, digno. Meu coração está com um vazio enorme”, lamentou o pai da vítima, o pastor Josué Sanches.
A família também informou que o celular e os documentos de Deivisson desapareceram após a ação. Os parentes querem recuperar o aparelho para comprovar que ele estava trabalhando no momento dos tiros.
Já Delmo Santos, segundo o irmão Luís Carlos Soares, apenas passava pela rua quando foi atingido.
“Ele estava saindo do trabalho, passou no lugar errado e na hora errada”, afirmou.
Ainda conforme o site, moradores e vizinhos reforçaram que os dois não tinham ligação com facções criminosas.
A versão da Polícia Civil, no entanto, é diferente. Segundo a corporação, policiais faziam rondas na região quando encontraram homens armados e houve confronto. Três armas, uma granada e porções de maconha, cocaína e crack foram apreendidas na ocorrência.
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