13 de May de 2026
Zumví concorre ao Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 na categoria Arte em Movimento
Foto: Lázaro Roberto
A presença do arquivo entre os indicados reforça a relevância de sua trajetória na preservação da memória visual negra.
Zumví concorre ao Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 na categoria Arte em Movimento
Foto: Lázaro Roberto

O Zumví Arquivo Afro Fotográfico está entre os finalistas do Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026, iniciativa promovida pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), organização que atua na promoção da igualdade racial no país. A premiação reconhece e celebra pessoas, iniciativas, empresas e organizações que contribuem para a equidade racial, com categorias distribuídas entre os pilares de Cultura, Educação e Empregabilidade. 

Nesta edição, a cerimônia acontece no dia 13 de maio, no Rio de Janeiro, com transmissão prevista para 24 de maio. Em 2026, o prêmio chega com o tema “2026: o ano surreal”, guiado pelo conceito de “Surrealismo Afro-Indígena Brasiliano”, e marca também os 10 anos de atuação do ID_BR. Entre as novidades desta edição está a criação de uma categoria inédita voltada à aceleração da educação antirracista, reforçando o caráter propositivo da premiação na valorização de trajetórias, projetos e soluções voltadas à transformação social.

O Zumví disputa a categoria Arte em Movimento, no pilar Cultura, ao lado de Bando de Teatro Olodum, Dalton Paula, DJ Eric Terena, Souto e do projeto O Futuro é Ancestral. A presença do arquivo entre os indicados reforça a relevância de sua trajetória na preservação da memória visual negra e na construção de narrativas produzidas a partir de perspectivas negras.

Fundado em 1990, em Salvador, por Lázaro Roberto, Aldemar Marques e Raimundo Monteiro, o Zumví Arquivo Afro Fotográfico é um acervo central para a história da fotografia e do movimento negro no Brasil. Nascido do compromisso de registrar a vida da população negra por mãos também negras, o arquivo reúne um vasto conjunto de imagens sobre movimentos políticos, blocos afro, religiosidades, mercados populares e cenas do cotidiano da população negra baiana. Atualmente, o acervo é conduzido por Lázaro Roberto, com auxílio do historiador José Carlos Ferreira.

O reconhecimento chega em um momento de ampla visibilidade para o Zumví. A exposição Zumví Arquivo Afro Fotográfico, em cartaz no IMS Paulista, em São Paulo, apresenta cerca de 400 fotografias e documentos do acervo, reafirmando sua importância para a memória afro-brasileira e para a história da fotografia no país.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e no grupo de Telegram.