

Enquanto muitas famílias se reuniam para celebrar o Dia das Mães, pessoas privadas de liberdade no presídio de Feira de Santana viveram a data em um momento de fé, oração e esperança. Na última segunda-feira (11), a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Feira de Santana promoveu uma missa especial em homenagem à data, levando às internas uma experiência de acolhida, espiritualidade e encontro com Deus.
Com a participação de um expressivo número de detentas, a celebração foi uma oportunidade de elevar preces por todas as mães, pelas famílias e por aqueles que vivenciam a realidade do cárcere, confiando à misericórdia divina as dores, saudades e desafios de cada uma.
Padre Cláudio Passos, referencial da Pastoral Carcerária na Arquidiocese, recordou, na ocasião, que a missão da Igreja no ambiente prisional é testemunhar a presença de Cristo junto aos que mais necessitam de esperança.
“Quando a Igreja entra no presídio, ela leva mais do que uma celebração. Leva presença, escuta e esperança. Em datas como o Dia das Mães, os sentimentos ficam ainda mais intensos, e o nosso papel é recordar a esses irmãos que Deus não abandona ninguém e que sempre existe possibilidade de reconstrução da própria história”, afirmou.
A ação integra o trabalho permanente da Pastoral Carcerária, que realiza visitas regulares ao presídio de Feira, às segundas-feiras e aos sábados, das 14h às 16h, promovendo rodas de conversa, reflexões sobre a Palavra de Deus e acompanhamento espiritual.

“Eu estava preso e fostes me visitar” (Mt 25,36). A Pastoral Carcerária é uma pastoral social ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e atua junto às pessoas privadas de liberdade e suas famílias, promovendo um serviço de escuta, acolhimento e anúncio da Boa Nova, contribuindo para o processo de Iniciação à Vida Cristã e para a vivência dos sacramentos, além de atuar no enfrentamento às violações de direitos humanos e da dignidade humana que ocorrem dentro do cárcere.
Presente em todo o país, a missão acompanha de perto a realidade do sistema prisional brasileiro, marcado por desafios como superlotação e precariedade estrutural. Atualmente, o Brasil possui a terceira maior população carcerária do mundo, cenário que reforça a importância de iniciativas voltadas à dignidade humana, ao cuidado espiritual e à promoção da esperança dentro do cárcere.
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