1 de June de 2026
Engarrafamento na BR-324
Foto: Jefferson Araújo/Acorda Cidade
O órgão assumiu o comando após a saída antecipada da ViaBahia, antiga concessionária.
Engarrafamento na BR-324
Foto: Jefferson Araújo/Acorda Cidade

Condutores que trafegaram pelo trecho da BR-324 que liga Feira de Santana a Salvador perceberam uma movimentação diferente na rodovia durante boa parte da quarta-feira (13). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em parceria com representantes de outros órgãos, realizou uma vistoria na estrada.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o superintendente do Dnit na Bahia, Roberto Alcântara, explicou que, de forma recorrente, o órgão já faz vistorias para avaliar o progresso dos serviços de correção em trechos da BR e o estado de conservação da rodovia como um todo, mas que o procedimento desta vez levou em consideração uma data importante.

Segundo Alcântara, esta última inspeção serviu para marcar exatos 1 ano que os trechos das rodovias BR-324 e BR-116, no estado, estão sendo administrados pelo órgão. O Dnit assumiu o comando após a saída antecipada da ViaBahia, antiga concessionária.

Superintendente do dnit Roberto Alcântara
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Durante todo esse tempo, houve diversos questionamentos quanto à atuação do Dnit na BR-324, todos eles, naturalmente, de forma absolutamente legítima. E, como estamos completando este um ano, nós entendemos ser oportuno fazer uma vistoria, no entanto, convidando alguns atores importantes da sociedade”, disse.

“Nós sabemos que as redes sociais, especialmente, são um campo fértil para disseminação de notícias falsas. Então, era importante que todos esses atores não se contentassem em ouvir a versão do Dnit ou mesmo as mais diversas e variáveis versões que diariamente aparecem nas redes sociais”, completou Roberto.

Condições climáticas

Durante a entrevista, o superintendente foi questionado sobre pontos críticos da rodovia. O primeiro deles é o estado de conservação do asfalto, característica que continua sendo alvo de diversas críticas por parte de condutores.

Durante a resposta, Alcântara fez questão de evidenciar que o departamento federal recebeu uma rodovia “em péssimo estado” e que, mesmo assim, segundo ele, a qualidade da rodovia vem melhorando significativamente. O superintendente reforçou as ações de reparo e justificou a demora em alguns pontos por conta da chuva.

“ Nós já executamos, dos 500 km de faixa que estão previstos para receber intervenções de fresagem, que é a remoção do asfalto antigo e a implantação de um novo pavimento, mais de 200 km, e uma extensão como essa não pode passar despercebida pelos usuários. Evidentemente, diversos problemas ainda persistem porque nós recebemos uma rodovia muito ruim”, disse.

Dnit
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

“Nesse último ano, temos trabalhado com muita determinação. Dia e noite, literalmente. Nós temos equipes na BR-324 das 21h às 5h do dia seguinte fazendo serviço de fresagem, que é essa remoção da capa antiga, cheia de fissuras, com muitas trincas, e a colocação de um novo pavimento todos os dias à noite, enquanto as pessoas descansam de um longo dia de trabalho. O Dnit está lá com suas equipes trabalhando”, completou.

Dinheiro não é o problema

O superintendente fez questão de reforçar que grande parte dos trechos que ainda não receberam algum tipo de serviço e manutenção, ao longo da extensão entre Feira de Santana e Salvador, pode ser justificada justamente pelas constantes chuvas.

“Nós temos recursos disponíveis porque o governo federal está engajado em fazer o máximo de serviço possível no menor tempo possível. Nós temos empresas contratadas, todo mundo com muita vontade de trabalhar, porém, muitos dias da semana as equipes se deslocam às 21h, dezenas de servidores, equipamentos, toda uma mobilização, e, quando chegam lá, em muitos dias, nos últimos meses, infelizmente, não é possível executar o trabalho em virtude das chuvas”, disse.

Engarrafamento na BR-324
Foto: Jefferson Araújo/Acorda Cidade

“Todo o nosso planejamento, eu diria que está acontecendo. No entanto, há essa situação que foge do nosso controle, que é exatamente provocada por questões climáticas. O que nós gostaríamos de fato, dada a condição que nós estamos tendo, proporcionada pelo governo federal, pelo Ministério dos Transportes, era de ter mais pavimento concluído. No entanto, há essa dificuldade”, completou.

Remoção de veículos

Alcântara também explicou que, em média, cerca de 50 mil veículos trafegam diariamente pela BR-324, no trecho que liga Feira de Santana a Salvador, e este alto fluxo também é uma das justificativas para a facilidade no surgimento de congestionamentos após acidentes ou início de obras.

Engarrafamento na BR-324
Foto: Jefferson Araújo/Acorda Cidade

Um dos pontos de aborrecimento frequentemente externados por condutores é a demora na remoção de alguns veículos após ocorrências como colisões ou tombamentos, em especial os de grande porte, como carretas e caminhões. Sobre o assunto, o superintendente respondeu que há diversas variáveis em questão.

Motorista fica ferido após carreta tombar na BR-116
Foto: Reprodução

“nós tivemos, por exemplo, um acidente no ano passado com uma carreta que transportava líquido inflamável. Nós não temos nem equipamento, nem expertise para isso, para remover uma carreta que tombou com combustível. Então, isso requer uma atuação protocolar muito diferenciada, muito especializada”, disse.

“A depender do tipo de acidente, na grande maioria aconteceram centenas e centenas de acidentes onde a remoção aconteceu e passou despercebida inclusive pelos usuários. No entanto, determinados acidentes, pelas suas peculiaridades, pelas suas características, demandam um tempo maior”, concluiu Roberto.

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