

Um trecho da BR-324 entre Feira de Santana e Amélia Rodrigues vem chamando atenção por conta do alto número de acidentes.
Somente em um intervalo de cerca de sete dias neste mês de maio, foram quatro ocorrências consideradas graves; duas delas resultaram em vítimas que vieram a óbito.
Segundo um levantamento feito pelo Acorda Cidade, o trecho se estende do km 530 ao km 545, ou para os mais familiarizados, das imediações do viaduto da BR-101 até a entrada de Amélia Rodrigues.
Histórico
- Na tarde do dia 6 de maio, um carro-forte, veículo utilizado para fazer o transporte de dinheiro, capotou na altura do km 534, nas proximidades do viaduto do Bessa, comunidade de Conceição do Jacuípe.

- Um dia depois, na manhã do dia 7 de maio, duas carretas colidiram na altura do km 534. O acidente ocorreu próximo ao antigo ponto de apoio da ViaBahia e causou o bloqueio completo da faixa, o que resultou em um engarrafamento de mais de cinco horas.

- Já no início da manhã do dia 10 de maio, um motociclista morreu após sofrer um acidente no km 533 da rodovia. O acidente ocorreu na faixa sentido Feira de Santana – Salvador, próximo ao viaduto da BR-101.

- Por fim, na última terça-feira, dia 12 de maio, um homem de 24 anos morreu após sofrer um acidente no km 545. A vítima, identificada como Jeferson Santos de Jesus, conduzia um caminhão que bateu na traseira de outro veículo.

O que diz o Dnit?
Na manhã desta quinta-feira (14), o responsável pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na Bahia, Roberto Alcântara, concedeu uma entrevista ao Acorda Cidade para comentar a vistoria realizada pelo órgão no dia anterior.
Questionado sobre os recorrentes acidentes no trecho, o superintendente explicou que grande parte das ocorrências graves na BR-324 acontece por conta da imprudência dos condutores, afastando assim a possibilidade de haver algum componente estrutural na rodovia que esteja contribuindo para os acidentes.

“Nenhum desses episódios teve absolutamente nenhuma relação com a condição do pavimento, com a condição da rodovia. Algumas foram colisões traseiras. Mais de 90% dos acidentes na BR-324 não são em virtude da condição da rodovia. Então, precisamos pedir que os nossos condutores tenham o máximo de cautela e prudência possível”, disse.
“A rodovia estabelece para veículos leves uma velocidade regulamentar de 110 km/h. Certamente, se as pessoas dirigirem, no máximo, nesta velocidade, a probabilidade de acontecerem acidentes diminui bastante, porque você tem um tempo de resposta mais adequado. Em período de chuva, os riscos aumentam”, complementou Roberto.

Durante a entrevista, o superintendente ainda comentou alguns dos acidentes pontuados pelo levantamento da reportagem do Acorda Cidade. Em todos os casos citados, descreveu as situações como uma série de imprudências cometidas por parte de alguns dos envolvidos.
Distração
Alcântara fez questão de reforçar que, segundo dados aos quais tem acesso, a maioria dos acidentes são colisões traseiras, provocadas, na maioria esmagadora das vezes, por desatenção. Outro fator que ele considerou colaborar para os acidentes é o alto fluxo de veículos neste trecho da rodovia.
“A desatenção é uma condição do condutor que precisa ser levada em consideração, e a gente precisa estar sempre em alerta e em atenção. São milhares de veículos diariamente. Nós vamos ter momentos na rodovia com 5 a 7 mil veículos simultaneamente. Então, essa atenção é necessária”, disse.
Por fim, o superintendente declarou que diversos serviços de melhoria na BR-324, como recapeamento e tapa-buracos, vêm sendo feitos, inclusive, no trecho pesquisado, e que os comentários feitos por ele e as informações divulgadas sobre alguns dos acidentes estão baseados nos levantamentos do próprio Dnit.
“Todos os acidentes que acontecem na BR-324, na BR-116 e em diversas rodovias aqui do estado, nós solicitamos que a empresa que auxilia a nossa fiscalização vá até o local fazer registro fotográfico, vá lá tentar identificar as causas dos acidentes. Porque, possivelmente, esse acidente posteriormente pode se tornar uma demanda judicial. Alguém pode dizer: ‘Olha, esse acidente aqui se deu em virtude de o Dnit não ter feito isso ou não ter feito aquilo’. Então, é importante identificar a possível causa do acidente”, disse Alcântara.
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