17 de May de 2026
Salvador Polícia Civil em Feira de Santana - Complexo de delegacias - suspeito
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
Segundo Felipe Carvalho, homem foi preso após uma denúncia de estupro de vúlneravel na cidade de Paracatu, Minas Gerais.
Salvador Polícia Civil em Feira de Santana - Complexo de delegacias - suspeito
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Como já divulgado anteriormente pelo Acorda Cidade, um homem de 60 anos foi preso em Feira de Santana por suspeita de estupro de vulnerável que teria acontecido em Minas Gerais. No entanto, a defesa do acusado sustenta que a prisão ocorreu por engano. Um dos advogados do homem, Felipe Carvalho, afirmou que houve uma suposta confusão com outra pessoa que possui o mesmo nome do investigado.

Segundo Felipe Carvalho, homem foi preso após uma denúncia de estupro de vúlneravel na cidade de Paracatu, Minas Gerais. Com isso, as buscas pelo suspeito começaram a partir dos dados pessoas. Porém, uma outra pessoa de mesmo nome, natural de São Paulo, foi localizada e presa, sendo posteriormente liberada. Dessa forma, durante a investigação, teria chegado a informação de que o culpado seria natural da Bahia. De acordo com o advogado: “aí é onde começam os absurdos”.

O Ministério Público, juntamente com o cartório da cidade de Paracatu, Minas Gerais, ao saber dessa informação, joga o nome dessa pessoa em um sistema de busca de dados para ver se encontra alguém da Bahia, já que existiu uma informação de que essa pessoa seria natural do estado da Bahia. Ao jogar nesse sistema de busca o nome completo, encontram uma pessoa, que foi o nosso cliente. Antes de qualquer verificação robusta, uma investigação mais detalhada, já expede-se um mandado de prisão por ordem judicial e nosso cliente foi preso. Ao ser preso, a família, juntamente com amigos, batem a porta do nosso escritório e de forma desesperada pedem socorro porque essa pessoa não teria como ser presa”. 

Felipe Carvalho
Felipe Carvalho | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Felipe Carvalho contou que a família do acusado explicou que ele nunca teria ido a Minas Gerais, portanto, não seria possível cometer esse crime. A partir disso, começam as investigações da defesa, para provar que a prisão foi feita de maneira incorreta. 

No pedido de relaxamento de prisão, a defesa do homem anexou documentos que comprovam que ele teria trabalhado de 1990 até 2022 em Feira de Santana. Ao receber os documentos, o Ministério Público de Minas Gerais se manifesta favorável à defesa e exclui o homem da investigação. 

A gente precisa ter uma cautela maior na hora de prender alguém, de se pedir um mandado de prisão, sobretudo sem qualificação, porque a gente corre o risco de acontecer o que aconteceu. Um senhor de 60 anos, que teve sua vida toda pautada no trabalho, ficou quatro dias preso sem ter cometido qualquer tipo de crime. E a grande pergunta que fica é quem vai pagar essa conta? Porque a gente, enquanto defesa, acredita que precisam ter pessoas responsabilizadas por isso, porque erros como esse não podem ficar acontecendo. Todo dia a gente vê pessoas sendo presas por algo que não cometeu, e enquanto não houver uma responsabilização, isso não vai parar de acontecer. Já estamos preparando uma ação indenizatória contra o Estado para que isso seja uma questão que volte a ele, que minimamente ele se sinta reparado com alguma coisa, porque a gente sabe que pelo valor que possa ser, isso não vai trazer de volta esses quatro dias que ele passou preso e longe da sua família”.

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade

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