

Na manhã desta segunda-feira (18), construtores, corretores de imóveis, arquitetos e despachantes realizaram um protesto em frente ao Cartório do Primeiro Registro de Imóveis, em Feira de Santana, alegando burocracia excessiva e exigências acima da média que travam o desenvolvimento da cidade. Eles também afirmam que estão com suas atividades paradas devido às dificuldades impostas pelo interventor.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o construtor Dionei Almeida da Silva explicou que existem obras paradas no município devido à morosidade nos processos burocráticos.
“Feira de Santana é uma cidade forte, empreendedora, constante e em expansão, mas hoje temos obras paradas, financiamentos atrasados, investimentos sendo prejudicados e famílias esperando soluções por conta da morosidade dos processos. Nosso objetivo não é criar conflito institucional. O que queremos é diálogo, equilíbrio, eficiência e segurança jurídica.”

Dionei ressalta que a demora nos processos impacta diretamente a economia local, afetando obras, financiamentos e famílias que aguardam soluções.
“Quando um processo fica parado, não é apenas um papel de atraso. Existe uma obra parada, empregados comprometidos, famílias prejudicadas e recursos deixando de circular na economia da cidade. Feira de Santana não pode perder sua capacidade de crescer por eventos burocráticos.”
De acordo com o construtor, o cartório não estabelece prazo para a entrega de documentos, emite notas devolutivas negativas com frequência e demora a dar retorno, gerando prejuízos aos envolvidos no setor da construção.
O construtor Ney Garcia também criticou a demora nos processos e afirmou que, além de prejuízos econômicos, a situação tem gerado desemprego no setor. Segundo ele, mesmo após a aprovação de contratos e o pagamento das taxas, o cartório emite notas devolutivas, atrasando a liberação de recursos.

A expectativa é que o Tribunal de Justiça intervenha, pois, segundo o construtor, a Câmara de Vereadores já apoia o movimento e agendará uma audiência pública para tratar da questão. Os manifestantes também pedem o apoio institucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Prefeitura de Feira de Santana para construir soluções responsáveis e legais.
A produção do Acorda Cidade entrará em contato com o interventor do cartório para obter um retorno.
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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