19 de May de 2026
Maio Laranja: Rede de Proteção realiza ato em defesa de crianças e adolescentes em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade
A secretária Gerusa Sampaio, salientou a necessidade de combater essas violências não só no Maio Laranja, mas durante o ano todo.
Maio Laranja: Rede de Proteção realiza ato em defesa de crianças e adolescentes em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

A Polícia Civil da Bahia (PCBA) promoveu, nesta segunda-feira (18), uma mobilização em alusão à campanha Maio Laranja, voltada ao combate do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação, realizada por meio da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), aconteceu no estacionamento da Prefeitura Municipal de Feira de Santana.

O delegado Rafael Almeida, coordenador da Polícia Civil de Feira de Santana, estava no ato e destacou a importância dessa data e desse evento, que uniu as polícias Civil e Militar e a Guarda Municipal. Ele também disse que muitos casos não são denunciados por falta de conhecimento, principalmente por parte da família.

O simples fato da criança estar em casa não quer dizer que ela está protegida. Muito pelo contrário, o maior índice de violência é no âmbito domiciliar, são de pessoas que têm acesso a criança. Então, os autores desse tipo de crime, que tem acesso à criança, são parentes. Em famílias populosas, são primos, são adultos que têm acesso à criança. Então, o perigo está ao lado e as famílias têm que ser educadas, têm que ter esse tipo de conhecimento para poder dar essa proteção à criança”.

Delegado Rafael Almeida | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

As denúncias podem ser feitas por meio do Disque 100, ou pelo comparecimento nas unidades policiais, no Conselho Tutelar e unidades de saúde. 

Segundo ele, as crianças e adolescentes que são vítimas de violência sexual apresentam mudanças no comportamento. Portanto, as famílias e escolas devem se atentar às mudanças nos hábitos dessas vítimas. 

“Primeiro acontece o dano psicológico. Então a família tem que estar atenta ao comportamento da criança, se ela deixar de brincar, de ter aquela essência infantil, já se vê que a criança tem alguma coisa estranha. Então tem que observar e já tomar logo as providências”.

Diferença entre abuso e exploração sexual e sinais de alerta

Quanto a exploração sexual, ele explica que ensse caso, a violência resulta em algum lucro para o autor do crime, diferente do abuso, que não envolve a obtenção de recursos. 

“A exploração sexual é aquela onde o criminoso procura tirar algum lucro em relação à exploração da criança. E o abuso é aquele onde ocorre de maneira simulada, seja no âmbito familiar, escolar ou qualquer outro lugar que a criança frequente, e ali ela está sendo vítima do abuso até sem saber porque ela não tem a sensibilidade de saber o que é o mal”. 

Por isso, muitas vezes é difícil de saber se a criança está sofrendo alguma forma de violência, já que pela idade, a vítima pode ou não entender o que está acontecendo com ela. 

Maio Laranja: Rede de Proteção realiza ato em defesa de crianças e adolescentes em Feira de Santana
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

“Não tem um discernimento, não tem a medida do que está acontecendo para ela. Às vezes é uma pessoa de confiança que está abusando e ela não sabe o que é um abuso. Então a família tem que estar atenta. Às vezes esse dano só vem depois, na fase adulta, adolescente, adulta, que ela vai perceber que foi abusada”. 

Além disso, ele reforça a participação das escolas no combate a violência sexual contra crianças e adolescentes, por ser um local onde a vítima pode se sentir mais confortável para contar o que está acontecendo. 

“A escola tem um papel essencial de levar esse tipo de educação às crianças e também até aos familiares. A criança tem a condição de receber informações, de que a própria criança possa identificar que está acontecendo um abuso, um crime, um toque, alguma coisa que a criança, tendo essa informação, ela vai dali de pronto já rechaçar aquele abuso”. 

Participação da Sedeso

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso), por meio da secretária Gerusa Sampaio, salientou a necessidade de combater essas violências não só no Maio Laranja, mas durante o ano todo. Principalmente pelo alto índice de abusos e exploração sexual que acontecem na própria casa da vítima.

Gerusa Sampaio também chamou atenção para as ações da Sedeso contra esse tipo de crime, através dos Cras e Creas, que também podem ser utilizados para realizar denúncias e acolhimento.

“Precisamos ter a quebra do silêncio. As nossas crianças e adolescentes precisam de uma atenção especial. O laranja é sinal de alerta, nossas crianças estão precisando dessa nossa atenção de uma forma bem mais sensível”.

Gerusa Sampaio
Gerusa Sampaio | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Ela também fez um alerta para o aumento das denúncias, e afirmou que durante todo o mês de maio, serão realizadas ações com a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente, com caminhadas, panfletagem e blitz. 

“O aumento das denúncias é sinal que está se fazendo um bom trabalho. Vamos fazer caminhadas, panfletagens, blitzes para chamar a atenção da sociedade para a importância de apoiar essas crianças e até que elas não se sintam sozinhas e que tenham todo o acompanhamento psicológico, social e também, se necessário, muitas vezes a intervenção da justiça, mas o nosso papel é de acolher e proteger”.

Com informações do repórter Ney Silva, Acorda Cidade

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