20 de May de 2026
câmara de vereadores
Foto: Ney Silva / Acorda Cidade
Segundo o vereador José Carneiro, o reajuste já poderá ser aplicado na folha de pagamento de maio deste ano.
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Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

A Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou por unanimidade, na manhã desta quarta-feira (20), o reajuste salarial de 4,26% para os servidores públicos municipais. O projeto de lei, encaminhado pelo Poder Executivo, foi votado e aprovado pelos vereadores durante sessão legislativa.

Ao Acorda Cidade, o vereador José Carneiro Rocha (União Brasil) afirmou que, em todas as gestões do prefeito José Ronaldo de Carvalho, os servidores não ficaram sem reajuste salarial.

“Porque é sensível, reconhece o relevante serviço que esses servidores prestam ao município e hoje não foi diferente. A votação foi unânime, claro que com algumas questões levantadas pela oposição, que primeiro o governo encaminhou com 5,4%, foi questionada a legalidade do projeto pelo vereador Ivamberg do PT, então se encaminhou para correção e retornou com 4,26%. Exatamente essa questão que com 5,4%, segundo o vereador Ivamberg era preciso do impacto financeiro. E 4,26% foi exatamente o IPCA de 2025, então não precisa essa questão de impacto financeiro”, explicou.

Segundo José Carneiro, o reajuste já poderá ser aplicado na folha de pagamento de maio deste ano.

A oposição, no entanto, criticou a redução do percentual inicialmente proposto, que caiu 1,14% ponto percentual. O vereador Ivamberg Lima (PT) afirmou ao Acorda Cidade que um dos entraves para a aprovação do reajuste de 5,4% foi a ausência de um estudo de impacto financeiro.

“O que a gente questionou na semana passada foi que não veio o estudo de impacto e que os professores aposentados estavam ali para receber o mesmo aumento da categoria e não retroativa a janeiro, como é com aqueles professores aposentados que têm paridade e integralidade. Como não tinha estudo de impacto, eu apresentei uma emenda, não aceitaram porque diziam que minha emenda não tinha estúdio de impacto e nenhum projeto, entao retiraram. Hoje entra nessa casa o projeto diminuindo para 4,2%, 1,14% a menos. Então, como é que isso acontece?”, questionou.

O vereador também criticou o que classificou como “falta de planejamento” por parte da administração municipal diante da redução do reajuste.

“Uma semana dá para dar 5,4% e depois que faz o estudo de impacto baixa para corrigir IPCA. Está errado isso, não tem planejamento. E se pode dar 5,4 semana passada, poderia dar agora. Não deu porque não quis. E aí o líder do governo imputou a culpa minha. Não deu porque o professor Ivamberg entrou. Eu queria legalidade. Todos os projetos que vêm financeiros têm que ter estudo de impacto para saber o que é que isso vai causar no município. Vai tirar da onde? Da educação, da cultura, de onde para dar o funcionalismo? Se deu 5,4 % da semana passada, poderia dar.”

“Agora, por perversidade, baixou para 4,26%. Fica aí o questionamento e as pessoas vão saber porque que a semana passada podia dar esse aumento e agora não pode dar mais”, acrescentou o vereador.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade

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