
Na manhã desta quinta-feira (21), esteticistas e epiladoras de Feira de Santana participaram de uma audiência pública na Câmara Municipal, com o objetivo de discutir a regulamentação da profissão, que vem crescendo na cidade.
De acordo com Ana Reis, madrinha do Núcleo de Esteticistas e Epiladoras de Feira de Santana, já existe uma lei federal que reconhece a esteticista como profissional. Porém, é necessário que exista também uma lei local.
“Acredito que é o início de uma luta por melhores condições de trabalho, por reconhecimento como profissionais da área de estética, que cuidam de pessoas, que cuidam da saúde das pessoas”.

Segundo ela, essa audiência pública é importante por buscar um reconhecimento dessa classe. Assim como disse que o grupo também se reuniu na Câmara para lutar pela lei que reconhece o Dia da Esteticista.
“São profissionais, empreendedoras que muitas vezes deixam suas famílias para cuidar de outras pessoas, para embelezar outras pessoas”.

“Isso deve ser uma luta nacional”
O vereador Professor Ivamberg (PT), responsável por levar essa discussão para a Casa da Cidadania, destacou que as esteticistas enfrentam alguns problemas por não serem regulamentadas em Feira de Santana.
Aqui em Feira de Santana, se não me engano, são duas universidades que já disponibilizam o curso, mas não tem ainda a regulamentação, a institucionalização disso. Então isso vai dificultar, por exemplo, um concurso público. Se você não tem a profissão ainda institucionalizada, você não pode colocar a profissão num concurso público. Então elas necessitam que sejam reconhecidas porque a gente sabe que o número de profissionais dessa área é grande. E o desenvolvimento chega, as coisas mudam, as profissões surgem e crescem e a gente precisa institucionalizar as profissões que vêm crescendo, que surgem, porque o nosso país é dinâmico”

Segundo ele, a partir da discussão, outras audiências públicas serão solicitadas. Além disso, os relatórios e atas serão encaminhados para os órgãos pertinentes, para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e o Congresso Nacional.
“Isso deve ser uma luta nacional, para que as esteticistas e epiladoras tenham sua profissão regulamentada e possam fazer concurso e estar trabalhando para a saúde pública, não apenas estética. E a gente tem que levar isso aos quatro cantos do nosso país. Para que o objetivo que nasce aqui hoje, que essa regulamentação realmente aconteça”.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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