
Na manhã desta quinta-feira (21), o cirurgião geral William Campinho utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Feira de Santana para defender e justificar o projeto de lei que visa institucionalizar o tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS), além de abordar o uso do medicamento Mounjaro.
O médico destacou a urgência do tema, apontando que a projeção de que metade dos adultos estará com sobrepeso ou obesidade já se tornou realidade no Brasil. Em Feira de Santana, segundo ele, cerca de 60% da população já se encontra nessa condição.

“É um tema de grande urgência, porque, enquanto o mundo está todo voltado e preocupado com uma projeção conhecida por todos como ‘projeção do horror’, que diz que, a cada dois adultos, um estará com sobrepeso ou obesidade, essa já é a nossa realidade. Eu a denomino de ‘realidade do horror’ aqui no Brasil, e Feira de Santana não é diferente. Hoje, 60% da nossa população já está com sobrepeso ou obesidade.”
Campinho destacou os riscos do não tratamento da obesidade. Entre eles, o médico citou doenças associadas, como ansiedade, depressão, hipertensão, diabetes, gordura no fígado e, principalmente, doenças cardiovasculares (infarto, AVC).
William Campinho defende a utilização do Mounjaro, que tem como princípio ativo a tirzepatida, fazendo uma comparação entre os resultados da cirurgia bariátrica e os obtidos com o uso do medicamento.
“Dentre as medicações que nós temos disponíveis para o tratamento da obesidade, hoje, é o padrão ouro, é a melhor medicação que nós temos hoje. Nunca nenhuma medicação conseguiu entregar resultados equiparáveis à cirurgia bariátrica e hoje isso é uma realidade, visto a utilização da tirzepatida do Mounjaro.”
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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