
O morador de uma transversal da Rua Barão de Macaúbas, no bairro Parque Ipê, em Feira de Santana, denunciou ao Acorda Cidade uma situação de descarte irregular de lixo e entulho que, segundo ele, já dura cerca de 20 anos. O local, que deveria servir como via de acesso entre ruas do bairro, está praticamente interditado pelo acúmulo de resíduos e mato. Os moradores da localidade também reclamaram de queimadas frequentes.

Entre as denúncias estava a do morador Jair Menezes. Ao Acorda Cidade, ele afirmou que a comunidade sofre há décadas com o mesmo problema e reclama da falta de ações definitivas por parte do poder público.
“Há 25 anos isso aqui é uma rua abandonada. Uma rua que nunca foi cuidada, onde a comunidade sofre com a passagem do córrego, inclusive, quando chove isso aqui fica um absurdo. Junta o lixo aqui na frente, a calçada fica empatada, o pessoal não acessa mais o local, só o pessoal que vem fazer o descarte que teve o cuidado de colocar uma cerca, senão isso estaria um lixão”, relatou.

Segundo os moradores, além do mau cheiro e da dificuldade de circulação, o local tem atraído ratos, escorpiões e até servido para descarte irregular de animais mortos, trazendo riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Jair contou ainda que, recentemente, o lixo acumulado foi incendiado, causando transtornos para quem mora nas proximidades. Segundo ele, a prática tem sido frequente. Mesmo com a prefeitura realizando limpezas periódicas no terreno, o problema persiste.
“Ontem, o pessoal incendiou aqui um lixão e isso fez com que a gente acordasse inclusive cedo por conta do calor. Você vê a quantidade de lixo, de entulho que tem aqui e a prefeitura manda vir máquinas aqui retirar esse lixo e só, e não faz mais nada, e aí volta novamente. Ou seja, a mesma história, é enxugar gelo”, disse.
Para os moradores, a solução definitiva exige obras de infraestrutura e fiscalização mais rígida para impedir novos descartes irregulares.

Ainda segundo os moradores, a rua, que liga a Barão de Macaúbas à Rua Jandaia, já permitiu passagem de veículos, mas atualmente está tomada pelo mato e pelo lixo acumulado. A comunidade pede que equipes das secretarias municipais de Serviços Públicos e Meio Ambiente visitem o local para avaliar a situação e adotar medidas permanentes.
“Precisamos que alguém do poder público venha olhar essa rua com carinho. Fazer realmente uma obra que dê dignidade ao local, que faça com que o bairro ganhe. Aqui passava carro, mas com a quantidade de mato que foi crescendo, virou um matagal, ficou inacessível, mas é uma rua”, declarou o morador.

“Venham fazer o trabalho que precisa ser feito. Fazer calçamento, saneamento e deixar a área com mais qualidade de vida para que todo mundo tenha acesso”, acrescentou o morador.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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