
O processo de concessão do Estádio Municipal Alberto Oliveira, conhecido como Joia da Princesa, segue em andamento e terá um novo capítulo no próximo dia 6 de junho, quando será realizada a licitação para definir a empresa responsável pela futura gestão. A informação foi confirmada pelo superintendente de Esportes de Feira de Santana, Emerson Britto ao Acorda Cidade.
De acordo com Emerson Britto, esta é a segunda tentativa do município de conceder a administração do Joia da Princesa à iniciativa privada. Segundo ele, no processo anterior, realizado no ano passado, uma empresa chegou a demonstrar interesse, mas não conseguiu concluir a habilitação.
“O estádio Alberto Oliveira teve no ano passado um processo licitatório, onde houve um interessado, mas por falta de algum documento, não chegou ao êxito final de ser habilitado para a concessão”, explicou ao Acorda Cidade.

Ainda conforme o superintendente, o novo certame está atualmente na fase de recebimento de documentação das empresas interessadas e a expectativa é que a licitação ocorra no início de junho.
Apesar da existência de grupos interessados, o superintendente destacou que ainda não há definição sobre qual empresa assumirá o estádio ou quando a gestão privada começará efetivamente a operar no local.
“A gente recebe algumas pessoas interessadas em empreendedorismo, não só na utilização do estádio para o futebol, mas em transformá-lo em uma arena multiuso, inclusive empresas de fora da cidade, mas não tem nada concreto”, pontuou.
Segundo ele, o edital prevê uma série de intervenções estruturais e operacionais no Joia. A proposta da Prefeitura é modernizar o local e ampliar sua utilização ao longo do ano.
“A requalificação, a modernização, a transformação estrutura. É uma série de mudanças que o estádio estará a atender. Ele precisa de uma mudança radical na estrutura, na parte interna e externa”, pontou.

O superintendente explicou ainda que o contrato prevê investimentos em curto, médio e longo prazo, além de mecanismos de segurança jurídica para evitar prejuízos ao município em caso de descumprimento das obrigações pela futura concessionária.
“Existe um seguro para sanar qualquer situação que venha a acontecer para o município. Então o município não sofrerá nenhum dano financeiro nem estrutural”, ressaltou.
Emerson Britto destacou também que a proposta de concessão surgiu da necessidade de dar maior funcionalidade ao estádio, que atualmente possui baixa utilização ao longo do ano.
“Se você for transformar em dias, são 365 dias. O Fluminense joga cinco partidas, então fica mais de 300 dias sem atividade. É uma visão do governo municipal querer uma gestão privada para dar uma utilidade maior ao equipamento”, declarou.
O gestor acrescentou que a empresa vencedora também deverá realizar pagamentos ao município durante o período de concessão. “Tem um valor a pagar para tomar posse da gestão e também um valor que precisa repassar ao município durante toda a gestão”, explicou.
Série B do Baianão
O superintendente também comentou sobre a utilização do gramado pelo Fluminense de Feira durante os treinamentos e rebateu críticas relacionadas ao desgaste do campo.
“É um gramado de excelência, tem uma empresa capacitada que faz a gerência. Não adianta gramado bonito sem time na cidade. É o momento da gente dar as mãos para que o Fluminense volte à primeira divisão”, afirmou.

Para receber as partidas da série B do Baianão, algumas melhorias foram realizadas no estádio, incluindo pintura, reforma dos vestiários e instalação de nova cobertura nos bancos de reservas.
Atualmente, além do Fluminense de Feira, outras equipes também estão mandando partidas em Feira de Santana por falta de estádios adequados em seus municípios. Entre elas estão Camaçari, Grapiúna e Itabuna.
“Dos dez times da competição, sete estão atuando em Feira de Santana. Ou seja, Feira está socorrendo o futebol profissional da Bahia”, disse Emerson.

O superintendente ainda chamou atenção para os altos custos de manutenção de um estádio apto a receber competições oficiais. Segundo ele, o Joia da Princesa precisa manter uma série de laudos técnicos e documentações exigidas pelos órgãos esportivos e de segurança.
“Temos AVCB [Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros], laudo do Corpo de Bombeiros, laudo da Polícia Militar, laudo de engenharia, projeto de evacuação, laudo de estabilidade das arquibancadas. É uma série de documentos. Manter um estádio é algo muito complexo”, concluiu.
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
Estagiário de jornalismo Davi Cerqueira com supervisão da jornalista Jaqueline Ferreira
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