
O município de Feira de Santana registrou 64 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril deste ano, segundo dados do Conselho Tutelar. Do total de ocorrências notificadas, 60 são referentes a abuso sexual e quatro a casos de exploração sexual infantojuvenil.
Os números acendem um alerta para a necessidade de fortalecer as ações de prevenção, acolhimento às vítimas e incentivo à denúncia, desenvolvidas pelos órgãos de proteção, forças de segurança e rede de assistência social.
O enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes exige atuação integrada entre instituições municipais, estaduais e a sociedade civil, por meio de campanhas educativas, acompanhamento psicossocial, ações de conscientização e mecanismos de proteção às vítimas.
Durante o Maio Laranja — campanha nacional dedicada ao combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil — a mobilização ganha ainda mais força, com atividades voltadas à sensibilização da população sobre a importância da denúncia e da proteção integral de crianças e adolescentes.
Vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Caíque Barreto destaca que os dados evidenciam uma realidade que demanda o envolvimento de toda a sociedade.
“Os números revelam uma situação que exige atenção permanente e compromisso coletivo. A Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com o Conselho Tutelar e o CMDCA, atua por meio do recebimento de denúncias sigilosas, através do Disque 100, além de ações de abordagem social, buscando garantir proteção, acolhimento e assistência às vítimas. Cada caso representa uma criança ou adolescente que teve seus direitos violados e que precisa de cuidado, proteção e acompanhamento. O enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil é um trabalho contínuo, realizado durante todo o ano, e depende da união entre poder público, famílias, instituições e comunidade”, afirmou Caíque Barreto.
Denúncias de abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, além dos canais da rede de proteção e dos órgãos de segurança pública.
Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação Social (Secom)
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