
O Festival Literário Estudantil Vozes do Futuro, que acontece no Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho (Ceep), em Feira de Santana, entre os dias 26 e 28 de maio, reúne estudantes, professores, escritores, artistas, comunidade escolar e convidados em uma grande celebração da leitura, da escrita e da cultura juvenil, com o objetivo de incentivar a leitura e a transformação social.
O festival, dirigido por Jhoyne Rios, diretor geral do Ceep, surgiu por meio de um edital da Fundação Pedro Calmon. O projeto “Vozes do Futuro” foi inscrito pela professora Anália Emília e celebra os 10 anos de um projeto aberto à comunidade, escolas e estudantes de todos os os níveis, da educação infantil ao ensino superior.

O festival contará com oficinas de grafite, batalhas de rima, rodas de conversa, saraus e oficinas culturais. A programação também inclui um concurso literário, que incentiva a escrita e a leitura, com mais de 40 obras selecionadas. Os participantes concorrem a premiações como notebooks e tablets.
Segundo Jhoyne, o principal objetivo é incentivar a leitura diante do avanço do mundo virtual, com atividades voltadas para todos os níveis de ensino.

O evento fortalece o protagonismo juvenil, pois os estudantes são os atores e autores principais da escola, participando ativamente da criação de peças teatrais, grafites e obras literárias.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Raniel José, representante da Fundação Pedro Calmon, explica que o programa Bahia Literária, executado pela Fundação em parceria com as secretarias de Cultura e Educação do Estado da Bahia, visa promover feiras e festivais literários.

Lançado em 2014, por meio de um edital, o projeto tem sido realizado desde 2015, alcançando os 27 territórios de identidade da Bahia, com uma média de três feiras por território.

Uma premissa fundamental do programa é o envolvimento ativo dos estudantes, que participam atividades propostas pelo evento. As feiras literárias buscam aproximar a comunidade estudantil e oferecer um espaço para que os participantes apresentem seus trabalhos e experiências.

A Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura, atua na preservação e valorização da cultura, da memória e do universo da leitura, sendo o programa Bahia Literária uma de suas iniciativas.

A professora Juliana Silveira, vice-diretora do Mundo do Trabalho do Ceep, destaca a participação de artistas locais no evento, incluindo o professor Salomão Gomes, Cláudia Gomes, Beth Bastos e Daniel Pinto. Os artistas estão apresentando suas obras e oferecendo oficinas de produção e criação literária.

Ariane Souza, estudante de técnicas em edificações na instituição, afirma que o evento representa uma riqueza cultural, pois proporciona aprendizado e contato direto com escritores e a literatura.
“É uma riqueza cultural para que a gente possa aprender mais, ter esse contato com os escritores. A gente pode ter esse contato com a literatura. A gente começa a perceber a importância da leitura. Estou sempre observando, vendo e analisando todos os poemas que são criados. Além disso, é uma honra receber os escritores aqui.”

Ester Soares, estudante do curso técnico de Segurança do Trabalho, destaca a importância da experiência, do contato com escritores e da preservação da cultura e da literatura.
“Semana passada houve uma apresentação no Centro de Convenções, representando os 10 anos do projeto de leitura, e eu participei representando Belonísia, do livro Torto Arado. Ler e aprender mais é algo fundamental para a construção do conhecimento ”, contou a jovem.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.
