27 de May de 2026
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Foto: TCM Ba

Feira de Santana irá sediar a 6ª edição do projeto “Educação é da Nossa Conta – Na Estrada”, no Colégio Estadual em Tempo Integral Professora Ana Angélica Vergne de Morais, localizado no bairro Campo Limpo. O encontro, que será realizado nesta quinta-feira (28), é promovido pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE), em parceria com o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM).

Em entrevista ao Acorda Cidade, a coordenadora do projeto, Aline Sonobe, explicou que esse encontro busca levar formação técnica para aperfeiçoar a atuação dos gestores municipais e estaduais, incluindo gestoresescolares, bem como fornecer informações para controle social, focando em melhorias no ensino público. 

“Diante do contexto educacional do Estado da Bahia, que infelizmente temos muitos desafios para melhorar a alfabetização e universalizar o atendimento, decidimos realizar esse evento. Então, chamamos outros parceiros de órgãos públicos para realizar essa ação e a cada edição visitamos uma região diferente da Bahia, para trazer essa formação para o pessoal”. 

A partir das 8h de quinta (28), o colégio estará aberto para o credenciamento. Com o início do evento, haverá uma mesa de abertura, seguida de um minicurso e uma pausa para o almoço. À tarde, o encontro terá outro minicurso, previsto para terminar entre 16h e 16h30. 

É um evento que acaba abrigando quase toda a sociedade, é para gestores municipais, estaduais, pessoal da comunidade escolar, professores e também controle social, que é uma ênfase que damos para esse público. Há muitas atribuições destinadas aos diretores e carece, às vezes, desse apoio técnico, de conhecimento. Então, estamos aqui para contribuir e mesmo quem não fez a inscrição ainda, pode chegar, que conseguimos atender essa demanda”.

Aline Sonobe
Aline Sonobe | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Inscrições e benefícios do evento

De acordo com Aline Sonobe, até então foram contabilizadas 250 inscrições, no entanto, como não necessariamente todos estarão presentes, quem não se inscreveu pode tentar participar do evento. 

“Nessa edição vamos atender a região de Feira de Santana e de Ipirá, que seriam NTE 19 e 15, respectivamente. Então, todo o nosso público principal seriam esses 32 municípios, mas já recebemos inscrições de outros municípios, de outras regiões. Todos serão muito bem-vindos”. 

A coordenadora também disse que esse projeto ajuda a melhorar a transparência no uso de recursos da educação, pois auxilia no acesso a esse conhecimento técnico. Ela destacou que a falta de conhecimento pode gerar problemas como na prestação de contas, gerando irregularidades. 

Muitas vezes as pessoas carecem de formação ou técnica ou desconhecimento mesmo Então, para melhorar a transparência, é necessário ter esse conhecimento técnico, mesmo que seja básico, para poder fazer o uso correto dos recursos. Então, com o minicurso voltado ao financiamento da educação e de prestação de contas, conseguimos aperfeiçoar essa área. Não necessariamente de má fé, mas por desconhecimento, as pessoas podem deixar de fazer prestação de contas de forma correta e acaba sendo apontado como uma irregularidade. Queremos atuar em uma ação pedagógica, na prevenção, antes que algum erro ocorra com o uso desse recurso”. 

Ensinos e dificuldades

Além disso, Aline Sonobe apontou que o “Educação é da Nossa Conta – Na Estrada” auxilia os gestores a se adequarem à nova lei de licitações (Lei nº 14.133/2021) por meio do compartilhamento de novas informações sobre a lei, especialmente trazendo novidades e cuidados que os gestores precisam ter.

“É difícil mensurar essa relação direta, mas certamente fazendo o uso correto dos recursos, conseguimos atender a necessidade da demanda local, particular de cada região, de cada município, para poder aperfeiçoar as condições de oferta educacional”. 

Assim como falou sobre as maiores dificuldades para que os municípios avancem no aprendizado dos estudantes. De acordo com ela, o impacto no resultado educacional  é causado por um conjunto de fatores, e não é visto imediatamente. 

Precisamos garantir condições de oferta, de acesso, de permanência dos estudantes, que é o primeiro passo para alcançar. Conseguindo esse acesso, a gente consegue trabalhar para demais dimensões. Estamos com vários minicursos sobre planejamento orçamentário, inclusive, para as pessoas terem essa informação de como planejar, como pode contribuir na gestão, principalmente de recursos públicos, que sabemos que ainda não é suficiente para conseguir aplicar tudo o que precisamos”.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade

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