
A Câmara Municipal de Feira de Santana debateu nesta quarta-feira (27) o projeto do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, proposta que, segundo a Prefeitura, vai permitir um diagnóstico detalhado da violência na cidade e a criação de ações específicas para combater os principais tipos de crime registrados no município.
Durante a sessão acompanhada pelo Acorda Cidade, o secretário municipal de Prevenção à Violência, Luziel Andrade, discutiu com vereadores para esclarecer dúvidas sobre o projeto, que já passou pela primeira votação na Casa.
Segundo o secretário, o plano reúne dados dos últimos três anos da segurança pública em Feira de Santana e é considerado fundamental para que o município se adeque ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), facilitando o acesso a recursos e programas voltados para a área.

“É um projeto que a gente sabe que é muito grande, mas é porque ele abrange realmente uma realidade dos últimos três anos de Feira de Santana. Então foi uma oportunidade que a gente teve de tirar as dúvidas deles, conversar. Eu acredito que tenham tirado as dúvidas e também mostrar a importância da aprovação desse plano para o município”, afirmou.
De acordo com Luziel, o plano faz um levantamento da realidade da violência nos bairros da cidade, identificando os crimes mais recorrentes e apontando caminhos para elaboração de políticas públicas e projetos de enfrentamento.
O projeto, ele avalia todo o quesito de segurança pública dentro do município. Os projetos que nós tínhamos antigamente, os estudos todos eram feitos a nível de Estado. Comparavam cidade com cidade. O plano, o objetivo dele é você trabalhar de uma forma definida a realidade dentro do município. Então o plano prevê esse estudo, aí vem essa mostragem e vem o caminho de você buscar produzir projetos para combater esses tipos de crimes que aparecem no observatório”, explicou.
“Ele mostra o quesito violência dentro do município, a realidade por bairro, onde tem crime, onde não tem, qual é o crime maior, qual é o menor. E aí vem agora o quê? Os projetos que são feitos para o combate e a solução desses problemas”, acrescentou.

Entre os questionamentos dos vereadores estavam dúvidas sobre os benefícios diretos do plano para a Guarda Municipal e sobre a finalidade prática da proposta.
“O que nós mostramos foi a necessidade e a importância do plano para nível do Susp. É o enquadramento desse sistema. Primeiro da existência dele e da aprovação, que as portas se abrem para se buscar recursos e um planejamento que busque um resultado positivo para o município”, declarou o secretário ao Acorda Cidade.
O secretário informou ainda que a ampliação do efetivo da Guarda Municipal da cidade deverá ser tratada em um outro projeto de reestruturação da corporação, que ainda será encaminhado para discussão na Câmara.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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