
O senador Jaques Wagner defendeu o fim da escala 6×1 durante entrevista concedida ao Acorda Cidade na noite de quinta-feira (28), em Feira de Santana, onde participou da abertura do VII Congresso da Agricultura Familiar da Bahia e do I Festival Estadual e Feira da Agricultura Familiar (Fefaf), ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, no Centro de Convenções.
Ao comentar a aprovação da proposta na última quarta (27), pela Câmara dos Deputados, o ex-governador da Bahia afirmou esperar que o Senado dê celeridade à votação da PEC que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
“Eu espero que o Senado cumpra o seu papel, ouça a voz das ruas, ouça a decisão da Câmara dos Deputados, e aprove com rapidez a PEC que acaba com o chamado 6×1 e a gente migraria para algo 5×2. O trabalho é o dignifica o ser humano? É! Mas ele não pode escravizar”, declarou.
O senador defendeu a mudança para um modelo semelhante ao 5×2 e rebateu críticas de empresários que apontam possíveis prejuízos econômicos com a redução da carga horária.
Ninguém vai morrer porque acaba 6 por 1. Alguns empresários falam: ‘ah, o mundo vai acabar’. Falaram que o mundo ia acabar quando se criou o salário mínimo e quando Lula deu ganho real ao salário mínimo. Ao contrário, quanto mais dinheiro e quanto mais tempo na mão da nossa gente mais simples, mais o comércio circula e ninguém vai morrer se diminuir de 44h por semana para 42h e depois de um ano e meio cair para 40h”, afirmou.
Repetindo as palavras do presidente Lula, Wagner declarou que a proposta representa uma “vitória civilizatória” e amplia a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros, garantindo mais tempo para convivência familiar, lazer, fé e atividades pessoais.
“É preciso que a gente tenha tempo para o desfrute com a família, com a nossa fé, nossa religião, com o esporte, cultura, o que for. Valoriza o trabalho, mas valoriza também o direito das pessoas de terem o convívio com suas famílias.
O senador também destacou que a redução gradual da jornada semanal, de 44 para 40 horas, não deve comprometer o funcionamento das empresas. “Quando for 5×2, se alguém quiser inteirar o salário dentro de casa, vai fazer um bico, um extra. A fábrica não vai parar, a indústria não vai parar. Em escritório, todo mundo é 5×2. Não tem desespero. Quem está fazendo esse alarde é porque ainda está no mundo antigo, que acha que pode tirar sangue do ser humano trabalhando, em vez de dar a ele os direitos que ele merece”, reforçou em entrevista ao Acorda Cidade.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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