
A aproximação do início dos festejos juninos e do apito inicial para a Copa do Mundo 2026 tem aumentado a expectativa dos comerciantes de fogos de artifício em Feira de Santana. A época, que já é aguardada todos os anos, desta vez traz a esperança de um crescimento no faturamento.
Mas, para além de toda a alegria que um bom estouro pode proporcionar, principalmente para as crianças, é sempre bom ficar atento às dicas de prevenção para evitar acidentes e queimaduras. Afinal de contas, ninguém que torcer pelo Brasil de atestado médico.

Experiência de Mercado
Para a reportagem do Acorda Cidade, Mara Rúbia, proprietária de uma loja especializada na venda de fogos de artifício localizada na Avenida Sérgio Carneiro, disse que acredita que o período deve registrar crescimento nas vendas, especialmente por reunir duas datas tradicionalmente marcadas por comemorações.

“Nesse período, o pessoal costuma usar foguetes e bombas nas comemorações. Então, a gente sempre espera que seja melhor. Em relação à Copa do Mundo, geralmente a procura maior é pelo público masculino. Já na área junina, quem ajuda o comércio são as crianças”, disse.
Rúbia decidiu revelar os queridinhos da barraca. Entre os produtos mais procurados continuam os tradicionais traques e chuvinhas, considerados os carros-chefes das vendas. No entanto, a empresária destacou que, neste ano, a loja recebeu diversas novidades, principalmente na linha infantil e nos fogos de efeitos visuais.
“A China tem feito muitas novidades e nós trouxemos vários lançamentos para o São João. A maioria dos produtos novos tem efeitos visuais e agrada a diferentes públicos, principalmente as crianças”, explicou ao Acorda Cidade.

Para as comemorações em família, a empresária revelou que os vulcões estão entre os itens mais procurados. De acordo com Mara Rúbia, o produto agrada crianças, adolescentes e adultos. Entre as novidades estão modelos que não produzem calor durante o funcionamento, conhecidos como vulcões indoor.
“Este ano nós temos uma variedade muito grande desses vulcões. Esse tipo de vulcão você põe no chão, acende e pode até passar a mão que ele não queima”, disse a proprietária.
Cuidado com os pequenos
Na linha infantil, Rúbia disse que os produtos mais indicados continuam sendo as chuvinhas, os traques e os vulcões de menor intensidade.
A comerciante ressalta que a escolha deve respeitar a classificação de segurança de cada produto e a faixa etária dos usuários.

“Nossa equipe é treinada para indicar o melhor tipo de fogos para cada idade. Mas o mais importante é que sempre haja a supervisão de um adulto”, destacou.
Os fogos são divididos por classes.
- Tipo A: fogos de vista, sem estampido ou com pouco estampido, com pouca ou nenhuma pólvora. São os fogos mais simples, indicados para qualquer situação e podem ser manuseados até por crianças, desde que supervisionadas por adultos. Exemplos incluem estalos de salão, estrelinhas, fumaças coloridas e chuvinhas de ouro.
- Tipo B: fogos com estampido leve, contendo entre 21 e 25 centigramas de pólvora. Exemplos são “potsafeu”, “morteirinhos de jardim” e “serpentes voadoras”. Podem ser manuseados por maiores de 12 anos na presença de um adulto.
- Tipo C: fogos com estampido mais forte, contendo de 25 centigramas até 2,5 gramas de pólvora, incluindo foguetes com ou sem flecha e rojões. São vendidos apenas para maiores de 18 anos.
- Tipo D: fogos profissionais, com mais de 2,5 gramas de pólvora, como baterias, morteiros com tubos de ferro e foguetes com bombas maiores que 8 gramas. A venda é proibida para menores de 18 anos, e o uso deve ser autorizado pelas autoridades competentes, geralmente sendo operados por profissionais qualificados.
A empresária explicou que os produtos da Classe A são destinados às crianças, enquanto os das classes B e C exigem acompanhamento de um adulto. Já os da Classe D são exclusivos para manuseio por maiores de idade.

Segundo Rúbia, o único produto que a criança pode utilizar sozinha é o traque de massa, por não envolver chama ou risco significativo.
Faturamento
Em relação aos preços, a proprietária afirmou à reportagem do Acorda Cidade que os reajustes foram mínimos nos últimos anos. Alguns produtos, inclusive, permanecem com os mesmos valores praticados há cerca de três anos, segundo ela.

“A gente diminui a margem de lucro e tenta ajustar os preços, porque sabemos que fogos não são produtos de primeira necessidade. Em comparação com outros setores, o aumento foi muito pequeno”, observou.
A empresária também aproveitou a oportunidade para alertar sobre os riscos da compra de fogos clandestinos. Segundo ela, produtos sem procedência representam um perigo maior por não possuírem identificação do fabricante nem informações sobre origem e controle de qualidade.
“Os fogos clandestinos não têm fabricante identificado nem origem comprovada. Já os produtos regularizados possuem todas as informações na embalagem, o que garante mais segurança ao consumidor”, concluiu.
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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