2 de June de 2026
Polícia Federal
Ilustrativa | Foto: Divulgação/ Polícia Federal

A Polícia Federal prendeu preventivamente, no último sábado (30), um homem investigado por crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A prisão ocorreu dois dias após a deflagração da Operação Hang Loser, realizada na quinta-feira (28), com o objetivo de combater crimes relacionados à exploração sexual infantojuvenil.

Durante a operação, os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, onde foram recolhidos aparelhos celulares que serão submetidos à perícia e análise técnica.

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início após o recebimento de relatórios cibernéticos que apontavam o armazenamento, em nuvem, de arquivos contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. As apurações também identificaram indícios de que parte das imagens armazenadas teria sido produzida pelo próprio investigado.

Os crimes investigados incluem estupro de vulnerável, produção e armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Após a divulgação da operação, informações passaram a circular nas redes sociais afirmando que a Polícia Federal teria encontrado um estúdio utilizado para a produção de material de abuso sexual infantil na residência do suspeito. Em nota, a corporação esclareceu que essa informação é falsa.

De acordo com a PF, não foi localizado qualquer estúdio de produção audiovisual no imóvel. O que as investigações apontaram foi que algumas das imagens analisadas foram produzidas em ambientes da própria residência, como sala e quarto, fato constatado a partir da comparação entre os arquivos já obtidos pelos investigadores e os locais vistoriados durante a busca.

Ainda segundo a Polícia Federal, a situação não caracteriza a existência de uma estrutura organizada ou de um estúdio destinado à produção em larga escala desse tipo de material.

Com base nas provas reunidas durante a investigação e nas evidências obtidas após o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado.

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