
A Inteligência Artificial (IA) já faz parte da rotina das pessoas em diferentes áreas, a exemplo da segurança pública, através dos sistemas de reconhecimento facial em prédios públicos e privados, aeroportos, aplicativos, entre outros setores, e também tem revolucionado a área da saúde.
Diante dessa nova realidade, que chegou para ficar, o Portal Viver Mais promove no dia 13 de junho, das 8h às 17h, no auditório do NH Hotel, em Feira de Santana, o I Congresso de Inteligência Artificial na Saúde: um evento pioneiro que vai reunir médicos, pesquisadores, gestores, especialistas, profissionais e estudantes, para juntos discutirem os impactos da tecnologia nos diagnósticos, educação e gestão hospitalar.
Ouvintes do Acorda Cidade terão 30% de desconto nas próximas 24h na compra dos ingressos para o Congresso, com uso do cupom promocional ACORDA30. As inscrições podem ser feitas pela plataforma Sympla: IA Summit/ I Congresso de Inteligência Artificial na Saúde. Os participantes terão direito a Certificado emitido até 30 dias após o encerramento do evento.
Em entrevista ao Acorda Cidade, na manhã desta terça-feira (2), a jornalista Cristiane Melo, diretora do Portal Viver Mais, destacou que entre os palestrantes está o Dr. Chao L. Wen, Médico e Professor da USP, pioneiro em Telemedicina e referência em Saúde Digital no Brasil.
“Ele irá falar sobre a Telemedicina e a IA, além da nova resolução do uso da Inteligência Artificial na saúde, que foi aprovada recentemente e ele fez parte da construção desse documento, que permite a utilização por médicos dessa tecnologia na saúde”, informou Melo.
Ela citou ainda a palestra do doutor Carlos Ricca, médico especialista em Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva, além de outros profissionais de Feira de Santana, como o médico Victor Galvão, que já faz diagnósticos e exames com uso da IA; doutor Rodrigo Serapião, que realiza cirurgias com apoio da tecnologia, dentre outros palestrantes que irão tratar desde consultas e cirurgias de grande porte.
“Hoje é a Inteligência Artificial que realiza a marcação de consultas e a gestão de clínicas. Então, o IA Summit é aberto para todos que atuam na área da saúde, até mesmo contadores, especializados em contabilidade médica, gestores de hospitais e clínicas, e aqueles que pretendem entrar na área.”
A tecnologia aumenta a precisão diagnóstica do câncer
Um dos palestrantes do AI Summit será o médico Victor Galvão, especialista em Endoscopia Digestiva Intervencionista e Cirurgia do Aparelho Digestivo, Coordenador do Centro de Hemorragia Digestiva (CHDI) no Hospital Clériston Andrade.
Ao Acorda Cidade, o especialista esclareceu que a Inteligência Artificial atua como suporte aos médicos durante a realização de consultas e exames, o que se reflete em mais segurança para os pacientes.
“São vários os usos e utilidades; é como se fosse um copiloto. Além disso, ela ajuda a interpretar alguns achados e dá informações adicionais para que o médico possa tomar decisões. Lembrando sempre que a decisão final é do médico. A IA serve para auxiliar e alertar sobre situações que podem passar despercebidas, como um ‘ponto cego’, e por meio dela, o médico pode agir com mais cautela.”
Entretanto, Galvão ressalta que cabe ao profissional o poder de interpretar as sugestões e ter o conhecimento técnico para determinar a melhor conduta junto ao paciente.
Ele lembra que a Santa de Misericórdia, em Feira de Santana, já realiza exames de endoscopia e colonoscopia por IA.
“Na colonoscopia ela tem uma grande aplicabilidade, pois deixa passar menos lesões. Mesmo com médicos capacitados, pacientes com bom preparo e bons aparelhos, até 20% das lesões podem passar despercebidas. E por esse motivo, mesmo quando não há achados de pólipos, o paciente é orientado a repetir o exame, uma vez que o tempo de crescimento das lesões demora de 5 a 10 anos para que possam ser vistas e retiradas antes que virem câncer. Mas com a IA já se mostrou, e há trabalhos que comprovam, metade das lesões perdidas são identificadas.”
Ele conta que a IA lê com melhor precisão a lesão em sua microssuperfície e microvasos. E a interpretação disso irá mostrar se aquele achado tende a ser mais ou menos agressivo, mais invasivo e com possibilidade metástase.
“Também sou entusiasta do uso da IA na ecoendoscopia, para câncer de pâncreas, por exemplo. O robô ajuda a identificar as lesões, através de um banco de dados enorme com imagens e vai comparar com a imagem do paciente, para saber é uma pancreatite crônica focal ou se é um câncer. Nós temos recursos como contrastes e elastografias, mas a IA irá falar as probabilidades com acurácia de até 92%.”
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