3 de June de 2026
ônibus em frente a hotel
Ilustrativa | Foto: Leitor/Enviada ao Acorda Cidade

Com cerca de 30 a 35 hotéis e aproximadamente 5 mil leitos, Feira de Santana se prepara para viver um dos períodos mais aquecidos do ano na rede hoteleira. O setor já registra aumento nas reservas e projeta intensa movimentação nas próximas semanas. Além do feriadão de Corpus Christi, do Dia dos Namorados e da Copa do Mundo, a expectativa gira em torno da grande circulação de bandas, artistas e equipes técnicas que vão se apresentar nas cidades da região durante os festejos do São João da Bahia.

Nos dois anos anteriores, o Acorda Cidade registrou a presença das equipes de grandes artistas em hóteis da região, como a cantora Simone Mendes, Wesley Safadão, Matheus e Kauan, Murilo Huff e Pablo.

Por conta da localização estratégica, estrutura e oferta de serviços, Feira de Santana tem se consolidado como ponto de apoio para atrações nacionais que participam dos festejos no interior da Bahia.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o vice-presidente do Sindicato de Hotéis de Feira de Santana, Marcelo Alexandrino, disse que as expectativas para o mês são as melhores.

“É um período em que temos muitas bandas que vêm tocar na região de Feira de Santana, então fazem da cidade o seu ponto de apoio. Vão, tocam, voltam e acabam se movimentando por aqui. Temos uma boa perspectiva, principalmente nos dias mais próximos ao São João, quando realmente se concentram as festas juninas”, afirmou.

Segundo o gestor, muitos artistas se organizam com antecedência para garantir hospedagem na Princesa do Sertão. Algumas bandas fecharam pacotes em hotéis da cidade ainda em maio, visando ao São João da região. Para garantir uma boa estadia, Alexandrino fez um alerta de que, quem deixar para reservar na última hora, pode enfrentar dificuldades.

Marcelo Alexandrino
Marcelo Alexandrino | Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Já diz o ditado: quem vai ao riacho mais cedo bebe água mais limpa. Então, quem se antecipa consegue negociar com os hotéis, porque pode ser que, naquele dia específico, você tenha a maioria dos hotéis de Feira lotados.”

O dirigente explicou que, diferentemente do restante do ano, quando predomina o turismo de negócios, o período junino muda completamente o perfil dos hóspedes.

“Quem fica mais aqui é a equipe técnica das bandas, os próprios artistas e cantores também. Muitos vêm de outros estados e pernoitam aqui. Feira de Santana serve de base: vai e volta, toca e vai e volta”, explicou ao Acorda Cidade.

A movimentação também deve refletir diretamente na economia do comércio de Feira. De acordo com Marcelo Alexandrino, os hotéis esperam crescimento entre 10% e 15% no faturamento e na taxa de ocupação em comparação ao mês de maio.

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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

A equipe já trabalha preparada para atender esse tipo de demanda. Segundo Alexandrino, os hotéis costumam estar ajustados para períodos de maior movimento, embora, em dias de pico, possa haver a contratação de uma ou duas diaristas para reforçar o atendimento.

“O mês de maio deste ano está sendo bastante razoável, diferente de abril. Abril, geralmente, como é um mês que tem três feriados, sempre afeta a gente. Mas junho sempre desponta como um mês melhor.”

A expectativa do setor é de “casa cheia” nos dias mais próximos ao São João, principalmente com a presença de grandes atrações nacionais que vão circular pela região durante os festejos. Ainda assim, os hotéis buscam manter vagas disponíveis para os hóspedes tradicionais da cidade, como representantes comerciais, consultores e executivos.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Sem Micareta em abril, como ficaram os hotéis?

Marcelo Alexandrino afirmou ainda que o período junino supera até mesmo a Micareta de Feira em movimentação para o setor hoteleiro.

Supera a Micareta de Feira. Ela é muito pontual, são dias muito pontuais e acaba, de um modo geral, prejudicando uma semana comercial antes e uma semana comercial depois. E a semana comercial é muito forte, muito importante para a hotelaria. Nos dias de Micareta, principalmente os dois primeiros, geralmente o movimento é muito bom. Este ano não tivemos Micareta no mês de abril, mas fizemos um levantamento e nosso movimento foi basicamente igual ao de 2025, ou seja, não houve oscilação. Teve até uma oscilação um pouco acima em relação ao movimento de 2025, mesmo sem a Micareta nesse mês de abril”, avaliou.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade

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