3 de June de 2026
vacina influenza
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

A campanha nacional de vacinação contra a influenza encerrou no último dia 29 de maio. Em Feira de Santana, a baixa procura pelo imunizante, no entanto, acendeu um sinal de alerta da Secretaria Municipal de Saúde, uma vez que com pouca adesão a população se torna mais vulnerável à circulação dos vírus.

Como medida para conter o avanço do vírus da gripe, o órgão ampliou a vacinação, que antes só era aplicada em grupos prioritários, mas agora está disponível para toda a população, a partir dos seis meses de vida.

Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Em entrevista ao Acorda Cidade, a diretora da rede própria da Secretaria Municipal de Saúde, Verena Leal, expressou a preocupação com o baixo índice de aplicação das doses, sobretudo entre crianças e idosos, que estão mais suscetíveis às formas mais graves da doença, e a riscos de internamentos e mortes.

“Nós ainda não atingimos os indicadores satisfatórios em Feira de Santana. (…) Então, de idosos, nós só atingimos 31%; crianças de seis meses a seis anos, foram 17%. E em gestantes, 37%. Nós estamos, inclusive, em um período em que os adoecimentos aumentam. Então, é importante que a gente tenha aí mais adesão dos grupos”, aponta Leal.

Atualização anual da vacina

De acordo com Verena Leal, a vacina passa por atualização dos anticorpos anualmente, devido à evolução das cepas virais. Portanto, a população precisa se vacinar também todos os anos. Ela destacou ainda que, com a aplicação da campanha, a expectativa é vacinar mais de 100 mil pessoas.

Unidades em que a vacina está disponível 

A vacina contra a gripe é ofertada pela Secretaria Municipal de Saúde por meio de 103 salas de vacinação, nas Unidades de Saúde da Família (USF) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Verena Leal informou ainda que o órgão pretende retomar a vacinação itinerante, para ampliar a cobertura.

“Vamos retomar a aplicação nas escolas, a vacinação itinerante em alguns povoados dos distritos, porque o que a gente quer, realmente, é dar acessibilidade, oportunidade para que todas as pessoas se protejam. A vacinação é uma forma de proteção coletiva. E quando a gente aumenta o número de pessoas vacinadas, diminui a circulação do vírus na população. E, consequentemente, reduz o adoecimento.”

A diretora da Rede Própria reforça que além do vírus da Influenza, outros tipos de vírus continuam circulando pelo município. “Têm circulado outras síndromes respiratórias, como o vírus sinsicial respiratório, a Covid, que são vírus de circulação contínua na nossa sociedade”, completou.

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