
Dia 7 de junho, penúltimo domingo do Intercol — Jogos Intercolegiais, foi marcado por muita emoção, reunindo competidores, professores, torcida, familiares e organizadores. O período de realização teve início no dia 17 de abril, seguindo até 14 de junho, e conta com a participação de mais de 30 escolas de Feira de Santana.
Em entrevista ao Acorda Cidade, Evanio Gois, um dos organizadores gerais do Intercol, avalia a reta final da competição, que está em sua 23ª edição, como muito disputada. O evento visa promover a socialização e a integração entre os alunos, incentivando o esporte escolar como forma de entretenimento.

Entre as modalidades, estão: basquete, handebol, futsal, vôlei e xadrez. “São várias finais de várias categorias e modalidades. Sub-6, sub-8, sub-10, sub-12, sub-14 e sub-18, principalmente do futsal, porque é o carro-chefe”, explicou o organizador.
A participação de escolas, atletas e público tem aumentado nos últimos anos, com adesão significativa em 2026. A torcida vibrante, uniformizada, e os atletas que demonstram espírito esportivo tanto ao ganhar quanto ao perder tornam a competição ainda mais marcante. “Os jogos estão chegando à reta final, estamos na fase de quartas de final e semifinal, e só tem jogão, jogos eletrizantes e emocionantes”, contou Evanio.
Segundo o organizador, alguns familiares acabam depositando muitas expectativas nos filhos por enxergarem neles a oportunidade de realizar sonhos que não conseguiram concretizar. “Alguns pais parecem querer ficar dentro de quadra para ganhar pelo filho, mas isso não é possível. É o jovem que deve render lá”, afirmou.

Evanio destaca que o principal objetivo das competições escolares não é vencer ou perder, mas participar, competir e vivenciar a experiência esportiva. Além da interação e do aprendizado, a prática contribui para o desenvolvimento dos gestos motores presentes em modalidades como basquete, handebol e futsal.
O organizador também chama atenção para a importância do esporte na formação das crianças e adolescentes, especialmente em uma geração cada vez mais conectada às telas. Embora reconheça a relevância da tecnologia e dos jogos eletrônicos, ele afirma que a vivência esportiva proporciona benefícios psicológicos, motores e emocionais, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento dos jovens.
A professora de educação física Cínthia Micaelle contou ao Acorda Cidade que a preparação até a reta final foi bastante difícil, especialmente por conta da variedade de categorias que participaram da competição, como as sub-10, sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18.

O sentimento de competir pelo primeiro lugar é de emoção e ansiedade. “Competir já traz essa adrenalina, principalmente competir pelo primeiro lugar. Apesar de eles serem muito novos, já carregam muita responsabilidade, pois, além de jogar no Intercol, jogam também em outros times, então já sabem lidar com o sentimento de ansiedade”, relatou a professora.
O jovem Levi Moreira, de 11 anos, compete pela Escola Vinícius de Moraes (EVM) e venceu o jogo, juntamente com sua equipe, por um placar de 9 a 4 na modalidade de futsal. A vitória representou o esforço do time, que se empenhou para chegar às fases finais da competição.

Para Levi, o momento mais emocionante foi quando marcou um pênalti. Ele conta já estar preparado para as próximas edições. “Na hora em que eu bati o pênalti, o goleiro estava vibrando. Eu peguei, fiz o gol e vibrei na cara dele também”, brincou.
A torcida dos jogadores da EVM marcou presença na competição. Daniel Santos, pai do jogador Joelson Neto, contou ao Acorda Cidade que é muito gratificante ver os jovens fazendo o que sabem fazer de melhor: jogar bola.

O pequeno Davi também participava da disputa, mas machucou o braço e agora vai torcer pelos amigos. “Vim torcer pelos meus amigos porque eles também gostam de mim e eu não podia deixar de vir aqui vibrar por eles”, contou.
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