
Na tarde desta segunda-feira (8), Adilson Silva, um dos coordenadores do movimento de ocupação do antigo prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no centro de Feira de Santana, comentou a situação envolvendo o local e as recentes ações que, segundo ele, foram realizadas pela prefeitura.
De acordo com Adilson, estruturas de blocos que estavam sendo utilizadas na montagem do espaço para o Arraiá do Comércio, na praça em frente ao prédio, foram retiradas por equipes da prefeitura, após uma suspeita inicial de que teriam sido colocadas pelos ocupantes. O material, no entanto, foi levado posteriormente.

O representante também criticou a forma como a situação foi registrada por parte da imprensa, afirmando que imagens feitas no local teriam sugerido, de forma equivocada, um cenário de desordem.
“Nosso caminho não é baderna. Nós estamos ali reivindicando moradia para as pessoas que não têm, que moram de aluguel, que, de fato, moram de favor. São pessoas que a gente conhece. Nós vamos averiguando e acompanhando essas famílias”, destacou o coordenador do movimento.
Em relação à ocupação do imóvel, Adilson afirmou que o grupo permanece no prédio e que as negociações estão sendo feitas diretamente com a Secretaria-Geral da Presidência da República. Segundo o coordenador, já teriam ocorrido reuniões presenciais e virtuais com representantes do Governo Federal para tratar da situação.
O imóvel, de responsabilidade da União, abriga documentos antigos e, de acordo com o representante, a manutenção do espaço envolve custos com segurança e conservação. Adilson também defendeu a necessidade de digitalização dos arquivos armazenados no prédio.
O grupo afirma que a permanência no local está ligada à reivindicação por moradia para famílias em situação de vulnerabilidade, e que o diálogo com as autoridades segue em andamento.
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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