12 de June de 2026
Vendedores relatam prejuízos após fiscalização e avaliam protesto em Feira de Santana
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

Vendedores que atuam nas proximidades do cruzamento entre as avenidas João Durval e Getúlio Vargas, em Feira de Santana, relatam dificuldades após ações de fiscalização realizadas pela Prefeitura, que informaram que eles não poderiam permanecer no local. O grupo comercializa a chamada “cestinha do amor” em um espaço situado próximo ao viaduto da região.

Vendedores relatam prejuízos após fiscalização e avaliam protesto em Feira de Santana
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

Em entrevista ao Acorda Cidade, Anderson Oliveira, representante dos vendedores, informou que os trabalhadores receberam, inicialmente, a informação de fiscais de que não poderiam permanecer no local público. Em seguida, o grupo buscou alternativas e conseguiu autorização de comerciantes da área para montar as barracas dentro de espaços privados cedidos.

Anderson Oliveira
Anderson Oliveira | Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

No entanto, mesmo com a mudança para o ambiente privado, os vendedores afirmam que foram novamente abordados por fiscais nesta semana. Eles relatam que foram informados de que precisariam retirar as estruturas, correndo risco de apreensão das mercadorias.

“A gente foi surpreendido novamente pela equipe da Prefeitura, informando que, mesmo estando em um estabelecimento privado, a gente teria que remover nossa barraca, porque, senão, teríamos prejuízo, já que eles iam recolher nossos produtos.”

Fiscalização cestinha do amor
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade
cestinha do amor- fiscalização
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

Os comerciantes relatam ainda prejuízos, já que parte dos produtos, como chocolates, está exposta ao calor e ao sol.

Ao todo, cerca de oito trabalhadores permanecem no local. Em períodos anteriores, a região costumava reunir entre 10 e 11 vendedores, mas parte deles teria desistido diante da fiscalização.

cestinha do amor
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

“A gente não incomoda ninguém, o espaço aqui é amplo, dá para a gente montar nossa mesinha aqui, não é barraca, são nossas mesinhas. Cada um tem seu espaçozinho aqui, todo mundo vende, cada vendedor um ajuda o outro, a gente nunca teve problema”, contou Anderson.

Os vendedores afirmam que atuam há anos no ponto, especialmente em datas especiais como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, período em que permanecem no local por cerca de quatro a cinco dias.

Diante da situação, o grupo afirma que avalia realizar uma manifestação com a interdição da avenida como forma de protesto.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade

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