13 de June de 2026
Casemiro durante aquecimento da Seleção Brasileira na véspera da estreia na Copa do Mundo 2026 | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira começará a caminhada na Copa do Mundo 2026 em busca da conquista do hexacampeonato mundial na noite deste sábado (13), no duelo contra o Marrocos, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

“Honrado” em comandar a Amarelinha em um Mundial, o técnico Carlo Ancelotti destacou o potencial competitivo do Brasil, em entrevista coletiva concedida nessa sexta-feira (12).

“(Somos) uma equipe que pode competir com todos, estamos convencidos de que podemos competir com todas as equipes do mundo. Temos qualidade a nível técnico e também em nível de caráter, de experiência. Temos a confiança absoluta de que podemos competir com todo mundo”, afirmou o técnico.

Marrocos: qualidade e evolução

Na partida de estreia na competição, o Brasil terá pela frente o quarto colocado do último Mundial e que está em franca ascensão. Atualmente, os marroquinos estão na sétima posição do Ranking Mundial Masculino da FIFA, disputaram a final da Copa Africana de Nações em janeiro deste ano e participarão da Copa pela sétima vez (1970, 1986, 1994, 1998, 2018, 2022 e 2026).

“Em uma partida como esta, um torneio como este, não tem favoritos. Sabemos da qualidade do Brasil, da qualidade do Marrocos, será uma partida equilibrada e serão os pequenos detalhes que farão a diferença, para os dois lados. Estamos concentrados para aproveitar nossas oportunidades, mas o principal é que não vejo favoritos em uma Copa do Mundo”, declarou o lateral-direito Hakimi, um dos destaques dos Leões do Atlas.

O embate deste sábado será apenas o segundo entre as seleções em Copas, novamente, em uma estreia. Em 1998, na França, os brasileiros ganharam por 3 a 0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto, na cidade de Nantes.

Dúvidas na escalação

Da equipe que perdeu para Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti para a Copa: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer; Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.

Nomes como o zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo, com os quais o italiano contava para o Mundial e se contundiram, também fizeram parte daquele grupo.

A expectativa é de que pelo menos Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior comecem jogando neste sábado. Ibañez, apesar de zagueiro, é opção para a lateral direita e disputa posição com Danilo depois do corte de Wesley, contundido.

A titularidade nos dois lados da defesa, aliás, é a grande dúvida na escalação. Na esquerda, a briga é entre Alex Sandro e Douglas Santos. Nos 15 minutos diários em que permitia à imprensa acompanhar as atividades no Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não dava pistas sobre as escolhas.

Uma provável escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Carlo Ancelotti

Desde que assumiu a Seleção em meados de 2025, Ancelotti iniciou um processo de retomada de confiança da equipe. Campeão de cinco Ligas dos Campeões e o único técnico a ganhar os cinco principais campeonatos nacionais europeus (Alemanha, Itália, Inglaterra, França e Espanha), o italiano de 67 anos conquistou o carinho e a simpatia do torcedor brasileiro.

Nos 12 jogos sob a direção do treinador, o Brasil obteve sete vitórias, teve dois empates e sofreu três derrotas, com 26 gols marcados e 11 sofridos. Os quatro primeiros foram válidos pelas rodadas finais das Eliminatórias: 0 a 0 com o Equador, vitórias por 1 a 0 sobre o Paraguai e por 3 a 0 sobre o Chile e revés por 1 a 0 para a Bolívia.

Com a vaga garantida para o primeiro Mundial com três países-sede e com o maior número de participantes da história (48), o Brasil optou por enfrentar diferentes escolas do futebol mundial, já visando os possíveis adversários na Copa, para expor a equipe e os atletas a diferentes estilos de jogo, cenários e rivais.

Em outubro do ano passado, foi à Ásia enfrentar Coreia do Sul (goleada por 5 a 0) e Japão (revés por 3 a 2). Depois, em novembro, encarou os africanos Senegal (vitória por 2 a 0) e Tunísia (empate por 1 a 1). Em março deste ano, jogou contra dois grandes adversários europeus: França (derrota por 2 a 1) e Croácia (vitória por 3 a 1).

Ciclo para a Copa 2026

Coincidentemente, o primeiro compromisso do Brasil após o Mundial do Catar foi diante dos marroquinos. Em 25 de março de 2023, a Amarelinha foi superada por 2 a 1, no Estádio Ibn Batouta, em Tânger, no Marrocos. Casemiro anotou o único gol brasileiro no amistoso.

No ciclo para a Copa, a Amarelinha disputou 37 partidas e somou 17 vitórias, dez empates e dez derrotas, com 66 gols marcados e 42 sofridos.

Os dois últimos duelos foram realizados com a Seleção já convocada para a competição – os atletas se apresentaram na Granja Comary no dia 27 de maio. Na despedida do torcedor brasileiro, a equipe goleou o Panamá por 6 a 2, no Maracanã, no dia 31 de maio. No último sábado (6), derrotou o Egito por 2 a 1, no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Mudança na lista

A lista dos 26 escolhidos por Ancelotti sofreu apenas uma alteração. Lesionado no primeiro tempo do amistoso com os egípcios, o lateral-direito Wesley foi substituído pelo meio-campista Éderson Silva.

Confira a arbitragem de Brasil x Marrocos:
Árbitro: Slavko Vincic (Eslovênia)

Árbitro assistente 1: Tomaz Klancnik (Eslovênia)

Árbitro assistente 2: Andraz Kovacic (Eslovênia)

Quarto árbitro: Sandro Schaerer (Suíça)

Árbitro assistente reserva: Stephane de Almeida (Suíça)

Árbitro de vídeo (VAR): Bastian Dankert (Alemanha)

Árbitro assistente de vídeo (AVAR): Willy Delajod (França)

Assistente de apoio ao VAR: Ivan Bebek (Croácia)

Com informações da CBF e da Agência Brasil

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