
Professores da Rede Estadual de ensino participaram de uma reunião, na manhã desta segunda-feira (15), em Feira de Santana, com a direção do Planserv para esclarecer dúvidas e cobrar melhorias na prestação do serviço. O encontro ocorreu por volta das 10h, no auditório da APLB sindicato, com a presença do diretor-geral do Planserv Bahia, e a diretora da entidade, Marlede Oliveira.
Após o evento, a professora aposentada Eliane Cátia Lopes, relatou ao Portal Acorda Cidade sobre as dificuldades que enfrenta para conseguir atendimento na rede.
“As dificuldades são inúmeras, e infelizmente elas têm se multiplicado. Nós reconhecemos os esforços do nosso governador para garantir melhorias para todo o serviço público. Entretanto, o Planserv tem sido uma verdadeira dor de cabeça para todos nós servidores.”

De acordo com a professora, há muita dificuldade para encontrar especialistas nas áreas mais básicas.
“Antes a gente encontrava com extrema facilidade. Hoje para a gente acessar um ginecologista, um endócrino, exames, temos muita dificuldade, está muito difícil. O descontou aumentou muito, ficou exorbitante. O meu mesmo veio um desconto fora do comum, que quero até investigar judicialmente para ver o que houve. Eu entendo que quando a gente tem acesso a uma prestação de serviço, a gente paga, claro, mas paga para ter o serviço. A gente não paga mais caro ainda para ficar ainda mais difícil ter acesso a esse serviço.”

A diretora da APLB, Marlede Oliveira, destacou que o encontro foi muito proveitoso.
“O Planserv não é um plano de saúde, e sim uma assistência à saúde que o estado oferece ao funcionalismo público, mas nesse sentido, temos sempre muitas reclamações no atendimento, de tentar marcar consulta e não conseguir, e em relação ao percentual que foi feita a lei para poder ter uma elevação. A reunião foi muito proveitosa, inclusive o diretor disse que está à disposição, e que até o final do ano ele volta para dar ótimas notícias, sobre a melhoria do Planserv, para atendimento dos seus usuários.”
O diretor-geral do Planserv, Luís Eduardo Peres, afirmou ao Acorda Cidade, que o serviço vem passando por melhorias e ampliação da rede de prestadores, sobretudo nas cidades do interior do estado.

“A gente precisa melhorar bastante a rede de prestadores no interior da Bahia. Já temos rede mais adequada na região norte, em Paulo Afonso; na região de Barreiras, no oeste, mas ainda é preciso fazer muita coisa. No extremo sul também. Já fizemos uma rede em Teixeira de Freitas, em Eunápolis, mas isso é só o começo. E isso também não vai ser feito da noite para o dia.”
Prejuízos e aumento da contribuição
Ele enfatizou que quando assumiu a direção do Planserv encontrou um grande prejuízo, uma vez que a despesa era sempre maior que a receita.

“O problema, na verdade, é que o custo da saúde aumenta muito todo ano. São novas tecnologias, novos medicamentos, e esse custo vem atropelando a receita que o Planserv tinha, o que arrecadava não era suficiente para dar o melhor acesso à saúde que a gente queria dar, e isso ano após ano, o serviço foi se deteriorando, porque você tinha uma receita congelada e uma despesa que subia muito todos os anos. Essa conta não fechava. A gente conseguiu fazer uma reestruturação na arquitetura de contribuição do Planserv, que está proporcionando agora a gente trazer de volta a população”, disse.
Uma das maneiras para melhorar a prestação do serviço foi o reajuste na contribuição feita pelos servidores ativos e inativos.
“Como a gente não tinha um reajuste na contribuição, os prestadores, com o aumento dos custos médicos, chegaram ao ponto de descredenciamentos, de não atenderem mais. Estamos regularizando isso, com esse novo projeto do governador Jerônimo, e agora consegue fazer esse reajuste para os prestadores e eles começam a voltar. Já está tendo a ampliação da rede, o interior é nossa prioridade. Aqui em Feira de Santana, por exemplo, a gente já está tendo uma melhora dessa rede, mas vamos melhorar ainda mais.”
Acerca da ampliação dos serviços prestados, ele informou que também já está acontecendo.
“Não existe mudanças nas regras de cobertura, a gente está ampliando os acessos. Por exemplo, o TEA não era coberto, e hoje é. Estamos ampliando a rede de atendimento para o transtorno e vamos continuar fazendo isso cada vez mais. Hoje temos perto de 500 mil pessoas no Planserv. O servidor, ao entrar para o serviço público, não é obrigado a se credenciar, é uma opção que ele faz. Posso dizer que o Planserv não é um plano de saúde, mas é como se fosse. É a forma mais em conta que o servidor tem para ter acesso à saúde.”
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.
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