
Na madrugada de segunda-feira (15), a Rússia realizou mais um ataque em grande escala contra a Ucrânia, causando perdas, medo e destruição em Kharkiv e Kyiv, as cidades mais populosas do país.
Em nota, o coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, disse que para milhões de ucranianos, a noite foi marcada por horas de sirenes de alerta e sons aterrorizantes de explosões.
Danos por toda parte
Segundo autoridades locais, pelo menos 10 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas, incluindo crianças e equipes de socorro. Essas ações ocorreram após um fim de semana violento, que deixou pelo menos 18 mortos e cerca de 150 feridos em regiões de fronteira e da linha de frente.
Na capital, Kyiv, cerca de 30 edifícios residenciais, instituições de ensino e outras instalações civis foram danificados e quase 140 mil casas ficaram sem energia elétrica.
Após os ataques noturnos, organizações humanitárias enviaram equipes móveis às áreas afetadas em Kyiv e Kharkiv para complementar os esforços das equipes de socorro e dos serviços municipais. Trabalhadores humanitários realizaram reparos emergenciais em residências danificadas e ofereceram apoio psicológico.
Patrimônio cultural sob risco
Os ataques também atingiram o terreno do Mosteiro das Grutas de Kyiv (Kyiv Pechersk Lavra), um Patrimônio Mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco, e um dos marcos religiosos e culturais mais significativos da Ucrânia.
Os bombardeios danificaram ainda um museu de arte em Kharkiv.
Schmale declarou que a destruição de locais importantes para a cultura ucraniana é encarada por muitos como um ataque à história e ao espírito do país.
O direito internacional humanitário oferece proteção especial a locais culturais e religiosos, pois ataques nessas áreas privam as comunidades da herança compartilhada e de um senso de pertencimento.
Maior número mensal de vítimas civis
O coordenador humanitário disse que essa última onda de ataques se soma à tendência contínua de aumento dos danos a civis.
Em maio de 2026, a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos na Ucrânia verificou o maior número mensal de vítimas civis desde abril de 2022, com pelo menos 274 mortos e mais de 1.760 feridos.
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