
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a Venezuela no final da tarde da quarta-feira (24), com epicentro próximo à cidade de Morón, no norte do país.
O abalo foi sentido em diversas regiões venezuelanas, incluindo a capital, Caracas, e também em localidades da Colômbia.
De acordo com o United States Geological Survey (USGS), o tremor ocorreu a uma profundidade de cerca de 21 quilômetros, característica considerada rasa, o que favorece a percepção das vibrações em áreas mais extensas.
Após o registro do sismo, o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos informou haver possibilidade de ondas perigosas em regiões costeiras localizadas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro.
Entre as áreas monitoradas estão territórios caribenhos, como Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas. Até o momento, não há informações oficiais sobre vítimas ou danos materiais.
Vítimas
O USGS afirmou que é provável que os abalos sísmicos tenham provocado milhares de mortes e danos materiais. Em uma avaliação preliminar divulgada após os abalos, a agência estimou que o número de mortos possa ficar entre 10 mil e 100 mil.
Segundo o USGS, há alta probabilidade de que o desastre tenha impactos generalizados nas áreas atingidas pelos tremores. “É provável que haja um alto número de vítimas e danos extensos, e é provável que o desastre seja generalizado”, informou a agência norte-americana em sua análise inicial.
Informações do jornal Metrópoles indicam que a projeção americana faz parte de um modelo automático utilizado pelo órgão para estimar possíveis consequências de grandes terremotos.
O cálculo é baseado em fatores como magnitude, profundidade, localização do epicentro, densidade populacional e vulnerabilidade das construções. A estimativa é de que haja 44% de probabilidade de o número de mortos ficar entre 10 mil e 100 mil; 33% de chance de superar 100 mil óbitos. As estimativas devem ser revisadas conforme as atualizações das autoridades da Venezuela.
Fonte: Bahia Notícias, parceiro do Acorda Cidade
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