
No dia 26 de junho, é celebrado o Dia Nacional do Diabetes, doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue, o que pode causar o aumento da glicemia e consequentemente, complicações em alguns órgãos do corpo e podendo causar até a morte nos casos mais graves.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, atualmente existem mais de 13 milhões de pessoas no Brasil que convivem com a doença, também chamada de diabetes mellitus. Esse número representa 6,9% da população nacional. Segundo informações do Ministério da Saúde, o diabetes pode se apresentar de diversas formas e possuiu tipos diferentes, sendo que os principais são Tipo 1 (DM1), Tipo 2 (DM2), gestacional e pré-diabetes.
Ação especial do Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso
O Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (Cadh) realizará uma programação especial no Dia Nacional do Diabetes, que acontece das 8h às 12h, no dia 26 de junho.
Segundo a coordenadora do Cadh, Andreia Silva, essa programação visa fortalecer as estratégias de promoção da saúde, prevenção e controle das complicações causadas pela doença.
Nesse dia, o Cadh estará aberto a toda a população que deseja vir e participar dessas ações. Inicialmente nós faremos um rastreamento para diabetes Tipo 2, ou seja, aquela pessoa que não é diabética e deseja saber se tem um risco leve, médio ou moderado de desenvolver diabetes, poderá participar, onde essa avaliação vai trazer esse resultado. E orientações sobre os cuidados que ela deve ter para não desenvolver o diabetes”.
De acordo com ela, o Cadh tem 3.364 pacientes cadastrados, que são atendidos por uma equipe multiprofissional, algo essencial para o tratamento, pois a doença é tratada de maneira multifatorial.
O paciente diabético precisa ter disciplina nos horários da medicação que ele vai tomar ou aplicar. Ele tem que ter essas melhores escolhas na hora dele se alimentar e a atividade física. Ele precisa fazer uma atividade física regular que vai ajudar no controle e evitando assim as complicações ou a progressão. O paciente precisa aderir a esse tratamento, porque só a prescrição e a medicação não resolvem. Então, ele tem que ter essa consciência”.
“Diabetes é uma doença silenciosa”
Quanto aos sinais de alerta para a doença, a coordenadora destacou que os principais pontos observados no centro são lesões de difícil cicatrização, perda de peso em um curto espaço de tempo e excesso de sede e urina. Mas afirmou que a principal forma de prevenção é realizar exames com frequência, pois o diabetes é uma doença silenciosa.
“Esses sinais, eles vêm já com o tempo da doença estabelecido. Então, o diabetes é uma doença silenciosa que o ideal é que o paciente faça aquele famoso check-up de avaliação anual, fazer o exame de sangue, colher para ver a glicemia”.
Andreia Silva também explicou que existem complicações microvasculares e as macrovasculares. Dentre as micro, existem a retinopatia diabética, que é uma complicação ocular; e a nefropatia diabética, que é uma lesão renal.
Além disso, os pacientes diabéticos são mais suscetíveis a eventos cardíacos e a Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), que é o estreitamento ou bloqueio das artérias que fornecem sangue aos membros.
Evolução no tratamento da doença
Sobre a evolução no tratamento dos tipos de diabetes, Andreia disse que atualmente, as opções de tratamento são vastas.
“Até dentro do SUS hoje nós temos essas medicações sendo já disponibilizadas para todo paciente. E o paciente diabético hoje tem um cuidado bem mais específico, mais individualizado”.
A coordenadora também reforçou o atendimento integrado do Cadh. Andreia Silva esclareceu que o atendimento com a equipe multiprofissional busca ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
“Nós temos uma equipe multiprofissional que atua conjuntamente no sentido de proporcionar a esse paciente que chega à nossa unidade já com as complicações instaladas. Mas trazer para ele que existe vida e ela pode ser vivida da melhor forma possível, com qualidade e com controle”.
Tipos de diabetes
O diabetes Tipo 1 é uma doença crônica não transmissível e hereditária, causada pela destruição das células do pâncreas (beta-pancreáticas) responsáveis pela produção e secreção de insulina, resultando em uma deficiência na secreção do hormônio no organismo.
Enquanto que acausa do diabetes Tipo 2 está diretamente relacionada ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados. Nesse caso, a doença ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida.
O pré-diabetes é quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não estão elevados o suficiente para caracterizar um diabetes Tipo 1 ou Tipo 2. Normalmente, o pré-diabetes aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com alterações nos lipídios. Se não for tratada, pode evoluir para a doença.
Já o diabetes gestacional ocorre de maneira temporária, durante a gravidez. Apesar de aumentar as taxas de açúcar no sangue, o valor permanece abaixo do que é necessário para a classificação do diabetes Tipo 2.
Diferente do diabetes Tipo 1, que é uma doença crônica, é possível prevenir o pré-diabetes ou o diabetes Tipo 2 com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e exames rotineiros.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
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